A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) está a terminar um parecer detalhado sobre o bisfenol A (BPA), que inclui a avaliação de um estudo sobre o potencial efeito do BPA no desenvolvimento neurológico, a avaliação dos riscos do BPA e uma ampla revisão das literaturas existentes sobre a toxicidade deste produto químico.
O BPA é amplamente utilizado no fabrico de plástico de policarbonato, geralmente utilizado em materiais que entram em contacto com alimentos, como biberões para bebés e no revestimento de latas, e tem sido associado a uma série de possíveis problemas de saúde.
Para revisão das literaturas e avaliação dos mais de 800 estudos, o Painel da EFSA, responsável por este parecer, levou mais tempo do que estava previsto.
Na reunião realizada de 6 a 8 Julho, o Painel passou a maior parte do tempo a discutir elementos nos estudos e não teve tempo suficiente para finalizar e aprovar o parecer completo.
Numa carta remetida à Comissão Europeia (CE), a EFSA indicou que o Painel, em deliberações tomadas até à data, pondera a não alteração da dose diária tolerável de BPA (0,05 mg/kg de peso corporal por dia), embora tenham surgido algumas sugestões para definir uma dose diária tolerável temporária. Ao mesmo tempo, o Painel identificou as áreas de incerteza que merecem ser consideradas.
O Painel também considerou o estudo sobre o potencial efeito do BPA no desenvolvimento neurológico, que foi a base científica utilizada pela Dinamarca, para proibir o BPA em materiais em contacto com alimentos para crianças de 0-3 anos.
O Painel concluiu que o estudo não fornece evidências de que o BPA afecta os parâmetros neurocomportamentais avaliados na linha do estudo. Por conseguinte, o estudo não leva o Painel a considerar mudar a dose diária tolerável.
Até ao momento, o Painel descartou a possibilidade de um possível efeito na capacidade de aprendizagem, decorrente de doses baixas de BPA expressado pelo dinamarquês DTU Food Institute.
Os membros da EFSA vão continuar a debruçar-se sobre este parecer, que se prevê ser aprovado no mês de Setembro.
Fonte: EFSA