Um novo sistema, baseado em técnicas moleculares, permite detectar, de forma antecipada, patogénicos nos alimentos.
A melhor forma de prevenir as doenças transmitidas pelos alimentos é detectar os possíveis riscos antes de afectarem as pessoas. Com esta finalidade, um grupo de investigadores da Universidade de Milão, em colaboração com a Universidade autónoma de Barcelona (UAB), desenvolveu um sistema para detecção antecipada de alimentos contaminados, através de um processo que analisa fragmentos de ADN. Este sistema permite saber se os alimentos contêm patogénicos, como a E. coli ou o Clostridium botulinum, antes de chegarem ao consumidor final, reduzindo assim o número de intoxicações alimentares.
A aplicação das técnicas de biologia moléculas e engenharia genética no âmbito da alimentação possibilitou, nos últimos anos, importantes avanços, que permitiram aumentar os níveis de segurança.
Além de permitir modificar de forma genética matérias-primas ou de desenvolver aditivos alimentares, a genética molecular deu passos importantes na detecção de microrganismos patogénicos. Como se comprova com o novo sistema de análise antecipada, denominado Fobos, que se adapta a alimentos como o leite, o queijo ou a carne e que se pode aplicar no sistema HACCP.
Com o novo sistema, é possível analisar, num tempo máximo de três horas, uma elevada quantidade de amostras, um aspecto que permite a sua utilização no âmbito industrial.
O sistema de diagnóstico molecular de patogénicos é rápido, sensível e específico. Estas características permitem-lhe descriminar as distintas estirpes de microrganismos que podem alterar um alimento. Em sanidade animal, estas técnicas são utilizadas principalmente para diagnosticar agentes infecciosos, toxinas ou parasitas.
Fonte: Consuma Seguridad