O Dia Mundial do Vegetarianismo, assinalado todos os anos a 1 de outubro, volta a colocar no centro da discussão pública os impactos das escolhas alimentares na saúde, no bem-estar animal e no ambiente.
Criado em 1977 pela Sociedade Vegetariana da América do Norte e adotada mundialmente no ano seguinte, a data pretende transformar uma opção individual numa conversa coletiva sobre o futuro da alimentação.
Em Portugal, o movimento tem crescido de forma expressiva: 120 mil pessoas já seguem uma dieta vegetariana, quatro vezes mais do que há uma década, acompanhando a expansão de restaurantes e opções vegetais nas grandes cidades.
A celebração marca também o início de um mês dedicado à sensibilização, que culmina a 1 de novembro com o Dia Mundial do Veganismo. Durante estas semanas, multiplicam-se iniciativas, desde desafios de 24 horas sem carne a workshops, menus especiais e ações informativas sobre nutrição vegetal.
Especialistas em saúde reforçam que dietas ricas em vegetais, leguminosas e fruta estão associadas a menor risco cardiovascular, diabetes tipo 2 e alguns tipos de cancro — benefícios que ajudam a explicar a adesão crescente em vários países.
Mais do que uma tendência, o vegetarianismo afirma-se como uma mudança estrutural na forma como as sociedades encaram a alimentação, convidando à reflexão sobre o impacto das escolhas individuais no planeta e nos sistemas alimentares.