21 de Maio de 2026
Test-Drive
Test-drive
Experimente grátis!
Notícias
Newsletter
Notícias
Sistema alimentar e agrícola de Portugal distinguido pela “The Economist” como o mais resiliente do mundo
2026-05-21
Qualfood

Portugal foi distinguido pela The Economist como o país com o sistema alimentar e agrícola mais resiliente do mundo, obtendo uma pontuação global de 76,83 pontos, de acordo com o Índice de Sistemas Alimentares Resilientes (“Resilient Food Systems Index – RFSI”), desenvolvido pela plataforma Economist Impact, que avaliou 60 países.

A classificação resulta da avaliação de quatro pilares, que, por sua vez, se dividem numa série de indicadores. No caso de Portugal, o pilar mais forte é o da “Qualidade e Segurança”, em que obteve 88,53 pontos (de 0 a 100), impulsionado, de acordo com o RFSI, “por uma diversidade alimentar e uma qualidade proteica muito elevadas, a par de normas nutricionais rigorosas e um elevado desempenho em matéria de segurança alimentar“.

Por sua vez, a “Capacidade de Resposta aos Riscos Climáticos” é o pilar em que Portugal teve o desempenho mais fraco, com 69,41 pontos. Segundo a Economist Impact, a resiliência do sistema alimentar poderia ser ainda mais reforçada, particularmente no que toca à “redução da exposição a riscos físicos” e na promoção de “esforços de mitigação e adaptação”.

Nos restantes dois pilares, o da “Acessibilidade” (em termos do preço) e o da “Disponibilidade” (no que toca à variedade de alimentos disponíveis), Portugal pontua com 79,23 e 71,06 pontos, respetivamente.

Como pontos fortes (indicadores em que a pontuação é igual ou superar a 60 pontos), Portugal destaca-se na “quantidade de proteína de alta qualidade na dieta”, em que obteve a pontuação máxima (100), enquanto na “acessibilidade de uma dieta saudável para os 40% mais pobres” (98,82), na “acessibilidade de uma dieta saudável” (97,18), na “segurança alimentar” (94,28), na “gestão de catástrofes” (93,98) e na “mão-de-obra agrícola inclusiva e qualificada” (92,44) teve classificações acima dos 90 pontos.

Outros indicadores em que o sistema português é avaliado acima dos 60 pontos incluem “padrões nutricionais” (80,17), “perspetivas de risco sociopolítico” (76,65), “acesso a recursos agrícolas” (75,67), “compromissos políticos em matéria de segurança alimentar e acesso aos alimentos” (75), “crescimento da produtividade do setor agrícola” (73,77), “variação dos custos médios dos alimentos” (71,47), “programas de rede de segurança alimentar” (68,50), “mitigação e adaptação” (68,22), “comércio agrícola” (67,71), “cadeias de abastecimento agroalimentares eficientes” (67,17) e “volatilidade da produção agrícola” (64).

No que diz respeito às lacunas de Portugal, o índice da Economist Impact destaca apenas duas: as “despesas públicas com investigação e desenvolvimento agrícolas”, em que o sistema nacional foi avaliado em 33,15 pontos, e a “exposição a riscos físicos“, com 50,73 pontos.

Enquanto Portugal tem o sistema alimentar mais resiliente, seguido de perto pela França (76,75 pontos) e o Reino Unido (76,34 pontos), a República Democrática do Congo (RDC) tem o sistema mais vulnerável. Entre os dois países há uma diferença de 42 pontos, de acordo com a classificação do RFSI, o que demonstra como a resiliência do sistema alimentar global está distribuída de forma desigual.

Segundo o relatório da Economist Impact, a nível mundial, apenas 15 países produzem 70% dos alimentos do mundo, sendo que 11 deles figuram também entre os 15 maiores exportadores, responsáveis por mais de três quintos das exportações mundiais de alimentos.

A maioria dos países avaliados está a investir em investigação e desenvolvimento (I&D) agrícola de baixas emissões e em práticas agrícolas sustentáveis, mas, “para que o impacto dessas iniciativas se traduza numa resiliência climática a nível de todo o sistema alimentar, serão necessárias metas e estratégias específicas para cada setor que possam ser efetivamente aplicadas”, sublinha o documento.

Por outro lado, o estudo realça ainda que os contratos públicos preferenciais e a agricultura por contrato têm ajudado muitos países a reforçar o acesso ao mercado na fase de produção. O próximo passo consiste, assim, “em desenvolver a capacidade da cadeia de refrigeração em toda a linha e harmonizar as medidas não pautais (MNP) a nível transfronteiriço”.

Fonte: ECO

» Enviar a amigo

Qualfood - Base de dados de Qualidade e Segurança Alimentar
Copyright © 2003-2026 IDQ - Inovação, Desenvolvimento e Qualidade, Lda.
e-mail: qualfood@idq.pt