23 de Abril de 2026
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Novo papel sustentável quer substituir plástico nas embalagens alimentares
2026-04-22
Qualfood

Um projeto desenvolvido pela Science 351 e cofinanciado pelo Compete 2030 está a criar revestimentos naturais para papel, com o objetivo de substituir o plástico nas embalagens alimentares, melhorando a resistência à água, gorduras e gases e mantendo a reciclabilidade.

A Science 351 está a desenvolver uma tecnologia inovadora que pretende transformar o papel numa alternativa eficaz ao plástico nas embalagens alimentares, através do projeto ‘The Wall Paper’, cofinanciado pelo Compete 2030. A iniciativa centra-se na criação de revestimentos de base natural capazes de ultrapassar as limitações técnicas que atualmente condicionam o uso do papel em contacto direto com alimentos.

Apesar de ser biodegradável e reciclável, o papel apresenta fragilidades significativas, nomeadamente a absorção de água e gordura e a baixa resistência ao oxigénio e ao vapor de água. Estas características obrigam, frequentemente, à utilização de camadas plásticas, comprometendo a sua sustentabilidade.

Para responder a este desafio, o projeto aposta no desenvolvimento de revestimentos biodegradáveis que conferem propriedades hidrofóbicas e oleofóbicas ao papel, assegurando simultaneamente uma barreira eficaz contra gases e humidade. Segundo a Science 351, o objetivo passa por “redesenhar o papel”, dotando-o de funcionalidades avançadas sem recorrer a compostos petroquímicos.

A solução integra biomoléculas e recursos naturais, muitos dos quais provenientes de subprodutos agroflorestais, promovendo a valorização de matérias-primas endógenas e uma lógica de economia circular. Além disso, os novos materiais incorporam propriedades antioxidantes e antimicrobianas, contribuindo para reforçar a segurança alimentar e prolongar o tempo de conservação dos produtos.

O ‘The Wall Paper’ prevê o desenvolvimento de vários protótipos com características específicas, adaptados a diferentes tipologias de alimentos, como produtos secos ou com elevado teor de gordura, incluindo cereais, frutos secos ou snacks. A aplicação destes materiais poderá aumentar a durabilidade dos alimentos e reduzir o desperdício.

De acordo com informação do Compete 2030, o apoio ao projeto tem permitido aprofundar a investigação, testar soluções e mitigar o risco associado à inovação tecnológica. A iniciativa posiciona a Science 351 na linha da frente do desenvolvimento de soluções sustentáveis para a indústria da embalagem, reforçando simultaneamente o contributo nacional neste domínio.

Ao propor uma alternativa baseada em materiais naturais e recicláveis, o projeto abre caminho a uma nova geração de embalagens alimentares mais sustentáveis e alinhadas com as metas ambientais do setor.

Fonte: iAlimentar

 

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