As abelhas estão a desaparecer — e com elas, uma parte essencial do nosso futuro alimentar. No Dia Mundial das Abelhas, celebrado a 20 de maio, especialistas, agricultores e organizações ambientais reforçam um alerta que já não pode ser ignorado: sem polinizadores, não há agricultura sustentável, biodiversidade equilibrada ou segurança alimentar.
A urgência por trás da data
Criado pela ONU, o dia pretende chamar atenção para o declínio global das populações de abelhas, afetadas por pesticidas, perda de habitat, doenças e alterações climáticas. Segundo estimativas internacionais, cerca de 75% das culturas alimentares dependem, em maior ou menor grau, da polinização — um serviço ecológico que as abelhas prestam gratuitamente e com uma eficiência que nenhuma tecnologia conseguiu igualar.
Impacto direto no prato dos consumidores
Frutas, legumes, frutos secos, café e até o chocolate dependem da ação destes insetos. A sua redução já se reflete em quebras de produtividade agrícola e aumento de custos, pressionando cadeias de abastecimento e consumidores. Para investigadores e produtores, proteger as abelhas é proteger a economia alimentar.
Iniciativas que estão a fazer a diferença
Em Portugal e na Europa multiplicam-se projetos de agricultura regenerativa, corredores ecológicos e práticas de manejo que reduzem o uso de pesticidas. Municípios têm criado zonas de flora melífera e campanhas de sensibilização para jardins urbanos mais amigos dos polinizadores. Estas ações mostram que a recuperação é possível — mas exige compromisso contínuo.
Plantar espécies melíferas — lavanda, rosmaninho, alecrim e trevos são excelentes opções;
Evitar pesticidas — sobretudo durante a floração;
Apoiar apicultores locais — consumo responsável fortalece práticas sustentáveis;
Criar pequenos refúgios urbanos — hotéis de insetos, vasos floridos e áreas sem corte frequente.
Uma mensagem que não pode esperar
O Dia Mundial das Abelhas não é apenas uma celebração simbólica. É um lembrete de que a sobrevivência destes insetos é inseparável da nossa. Cada ação — individual ou coletiva — contribui para travar um declínio que já está a moldar o futuro da agricultura e da biodiversidade.
Fonte: Qualfood