A organização ecológica Greenpeace entregou, à Comissão Europeia uma petição com um milhão de assinaturas para exigir etiquetas específicas para produtos como a carne, os ovos ou o leite que tenham origem em animais alimentados com rações que contenham organismos geneticamente modificados (OGM).
Marco Contiero, da Greenpeace, refere que "mais de 20 milhões de toneladas de soja e de milho geneticamente modificados são importadas por ano do Brasil e da Argentina e usadas para alimentar animais."
"Os consumidores compram os produtos sem saberem que os animais foram alimentados com OGM."
Desde 2003 que a legislação europeia obriga os produtos alimentares que contenham pelo menos 0,9 por cento de um OGM a terem uma etiqueta específica.
No entanto, esta directiva não se aplica aos produtos derivados de animais de criação.
A petição foi entregue pelos responsáveis da Greenpeace ao comissário da Segurança Alimentar.
Markos Kyprianou afirmou que "com base em dados científicos, as três instituições europeias decidiram não impor etiquetas nestes casos."
No entanto,"tendo em conta o forte ponto de vista dos cidadãos europeus", prometeu que vai voltar a analisar a questão.
A Greenpeace sustenta que esta lacuna na legislação europeia permite que organismos geneticamente modificados entrem escondidos na cadeia alimentar.
A petição contou com assinaturas de cidadãos de 21 países da União Europeia.
Fonte: EuroNews