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Conservantes naturais
2008-01-18

Os extractos de sementes de guaraná têm propriedades antioxidantes e antimicrobianas, o que os transforma em potenciais conservantes.

Para além do crescente interesse dos consumidores pela segurança e qualidade dos alimentos que ingerem, as novas tendências revelam uma clara preferência da indústria alimentar pelos conservantes naturais, como é o caso dos antioxidantes procedentes de extractos de plantas.

Como consequência, o mercado dos antioxidantes sintéticos encontra-se em declive enquanto os antioxidantes naturais estão a ganhar cada vez mais importância, devido à aceitação dos consumidores e aos constantes requisitos legais para entrarem no mercado.

O uso de conservantes naturais, longe de ser novidade, é uma técnica utilizada desde há muito na culinária popular.

O azeite virgem ou as marinadas de vinho tinto à base de ervas e especiarias, são alguns exemplos de conservantes naturais usados nas receitas tradicionais.

Estudos posteriores localizaram nos compostos fenólicos, o agente conservador destes produtos, cuja acção, para além do efeito antioxidante, têm um efeito negativo sobre o crescimento de certas bactérias patogénicas.

No entanto, conservantes naturais tão tradicionais e eficazes como o sal e o açúcar podem ter efeitos negativos sobre a saúde de determinados grupos de consumidores, daí que os investigadores centrem os seus estudos em novas substâncias conservantes que, para além de naturais, não comprometam em nenhum caso a saúde.

Muitos dos estudos de pesquisa levados a cabo centram-se em produtos vegetais como o guaraná.

Um estudo realizado por um grupo de investigadores da Universidad de Maribor, na Eslovénia, indica que os extractos de sementes de guaraná, uma planta trepadora exótica, tem propriedades antioxidantes e antimicrobianas, podem vir a ser usados como conservante na indústria alimentar.

Os investigadores usaram diversos solventes como água, acetona, metanol e etanol no processo de extracção das sementes de guaraná.

Depois, foram avaliadas as propriedades conservantes desta solução rica em polifenóis face a três tipos de bactérias prejudiciais à saúde, Escherichia coli, Pseudomonas fluorescens e Bacillus cereus.

Também foi observada a resposta perante três variedades de fungos, Aspergillus niger, Trichoderma viride e Penicillium cyclopium.

Os resultados revelaram que, ainda que todos os extractos apresentem um forte poder antioxidante, as soluções obtidas mediante o uso de álcoois mostraram uma actividade antimicrobiana maior que os extractos obtidos mediante o uso de água.

A conclusão deste estudo realizado com o guaraná indica que, pelo poder antioxidante e antimicrobiano demonstrado, os extractos de sementes desta fruta poderiam ser utilizados como aditivos para a conservação de alimentos e inclusive o seu uso poderia ser alargado a outros sectores, como a indústria farmacêutica e cosmética.

Agora, requerem-se análises e estudos adicionais com o objectivo de avaliar, com maior profundidade, os possíveis agentes activos presentes nos extractos das sementes de guaraná, assim como determinar com precisão os mecanismos responsáveis da sua actividade antimicrobiana e antioxidante.

Fonte: Consumaseguridad

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