Investigadores de várias universidades norte-americanas, assim como do CIMMYT e a companhia DuPont desenvolveram um novo método para obter, por melhoria genética, milho com alto teor de beta caroteno (provitamina A).
Este factor poderá vir a incrementar o valor nutritivo deste produto que é básico, como alimento humano, para milhões de pessoas dos países em desenvolvimento.
Trata-se de um marcador genético e de um sistema para analisar de forma rápida e económica, se as plantas ou as sementes contêm um gene mutante associado a um maior teor de beta caroteno.
Até agora determinar o teor de vitamina A numa planta por cromatografia implicava um custo associado muito elevado por cada amostra, o que torna a selecção por estas características em algo extremamente dispendioso.
A nova técnica utiliza a identificação genética (quantitive trait loci; QLT) permitindo determinações e selecções muito mais rápidas e baratas.
Com este método foram analisadas 300 linhas genéticas de milho, representativas de toda a variedade da espécie, encontrando-se algumas com um teor de beta caroteno de 1,5 microgramas/ grama, muito mais que as variedades que actualmente se consomem em África, que rondam os 0,1 microgramas/ grama.
A deficiência de vitamina A é uma das principais causas de desnutrição nos países mais pobres, afectando sobretudo as crianças, estimando-se que 40 milhões de crianças num total de 250 milhões de pessoas afectadas por doenças relacionadas com a carência desta vitamina.
Fonte: Agrodigital