A EFSA recomenda fortalecer os controles no processo de produção de pratos preparados, e na manipulação doméstica para reduzir a contaminação por Listeria.
A maioria dos casos de listeriose detectados em humanos, no âmbito comunitário, deve-se ao consumo de comida preparada.
Apesar de se tratar de uma doença de escassa prevalência, e de o nível de tolerância na UE ser muito baixo, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) recomenda especial atenção nos pratos preparados, que são os que suportam o crescimento de Listeria e desenvolvem uma alta concentração ao longo da cadeia de produção.
Embalagem, temperatura, higiene e formação são quatro pontos a ter em conta para a prevenção da contaminação por Listeria em alimentos preparados.
Segundo a Comissão científica sobre Riscos biológicos (BIOHAZ) da EFSA, que teve em conta distintos trabalhos realizados a nível internacional sobre a presença de Listeria em produtos alimentares, o número de casos de listeriose sofreu um aumento na UE desde o ano de 2000, e em 2006 o número de afectados chegou a 1583.
A doença, cuja incidência é especialmente significativa entre mulheres grávidas e adultos maiores de 60 anos, está relacionada sobretudo com o consumo de alimentos preparados.
Tendo em conta que se trata de uma bactéria com especial capacidade para multiplicar-se a temperaturas de refrigeração, deve ser prestada especial atenção a estas condições.
Fonte: Consumaseguridad