Embalagens que prolongam a vida útil dos alimentos, ou etiquetas que controlam todos as fases de produção são algumas das aplicações nanotecnológicas em alimentação.
A investigação no mundo das moléculas e dos átomos começou a dar resultados em numerosos âmbitos, no da alimentação pode converter-se numa aliada para o desenvolvimento de embalagens que, por exemplo, mudam de cor quando os alimentos “caducam”.
No entanto, apesar dos avanços, ainda devem ser superadas algumas lacunas, como sejam os possíveis efeitos na saúde, o que obrigará a estabelecer controles adaptados a novas necessidades.
A melhoria na produção agrícola, o tratamento da água e o processamento dos alimentos são três das principais aplicações consideradas como beneficiárias da nanotecnologia em alimentos.
Os cientistas acreditam que esta ciência poderá vir a ter um impacto importante no sector da alimentação, num futuro muito próximo, oferecendo benefícios não só à indústria, como também ao consumidor.
Actualmente, as investigações centram-se em campos como o tratamento das características sensoriais dos alimentos (gosto e textura) e a possibilidade de detectar se um alimento é fresco ou não.
Uma das aplicações que poderia deixar marca neste campo são as etiquetas RFID, capazes de seguir os passos a um alimento desde que começa o seu processamento até ao consumidor, durante todo este caminho, a etiqueta facilita dados como temperatura e a humidade do alimento.
Esta ferramenta permite que o consumidor tenha acesso a toda a informação de um produto mediante um sensor e desde há alguns anos a esta parte, que estão a ser desenvolvidos códigos ópticos, isto é, um instrumento que passa a informação por radiofrequência.
Para estes cientistas, à diferença do código de barras, esta técnica permite a identificação de um produto de forma individual (lugar e data de fabrico e transporte, por exemplo).
A etiqueta, mais flexível, poderia ajudar a melhorar o controle de qualidade, o transporte, o armazenamento e a venda de qualquer alimento.
Outra das aplicações da ciência do minúsculo no sector da alimentação são as embalagens.
Nesta área os desenvolvimentos feitos por cientistas finlandeses resultaram num papel bioactivo, à base de biomoléculas capaz de aumentar a segurança dos alimentos retardando o crescimento microbiano.
Neste campo um filme plástico pode conter nanopartículas que formam barreira frente ao oxigénio e ao dióxido de carbono.
A investigação nesta área pode forcar-se no desenvolvimento de materiais com propriedades específicas como as descritas anteriormente, assim como a transferência selectiva de gases ou a transmissão de compostos do material.
Fonte: Consumaseguridad