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Maçãs das Beiras previnem melhor cancros e doenças cardiovasculares que outras variedades
2008-02-06

A maçã Bravo Esmolfe e outras autóctones das Beiras são as mais indicadas para prevenir alguns cancros e doenças cardiovasculares, segundo um estudo encomendado pela Cooperativa Agrícola de Mangualde (CAM).

Segundo o trabalho do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (ISCSEM), em colaboração com outras entidades, as espécies naturais da região fazem melhor à saúde que outras variedades mais plantadas (mesmo nas Beiras) e que dominam o mercado.

O que era pretendido, inicialmente, era fazer um levantamento das espécies autóctones, algumas abandonadas ao longo das décadas, quando foram deparados com estes resultados espantosos.

Maçãs Bravo Esmolfe, Malápio Fino, Malápio da Serra ou Pêro Pipo, todas autóctones das Beiras, têm muito maior concentração de compostos activos (polifenóis e fibras) e elevado poder antioxidante que as Golden, Starking, Fuji, Gala Galaxy ou Reineta Parda.

As características saudáveis da maçã são conhecidas desde a antiguidade, mas nunca tinha sido feito um estudo científico comparativo como este, tratando-se de um grande avanço para o desenvolvimento da fruticultura da região.

A diferença é muito grande, por exemplo, uma Bravo chega a ter 2,5 vezes mais polifenóis que a Golden, afirmou, por sua vez, o investigador do ISCSEM, responsável pelo estudo.

Os alimentos que têm estes componentes químicos não são remédios, mas se fizeram parte de uma alimentação corrente ajudam a prevenir alguns tipos de cancro e doenças cardiovasculares.

As experiências realizadas testaram em pé de igualdade as espécies naturais da região e outras, através de análises químicas e com kits de células de cancro humano, observando as diferentes reacções.

Quem substituir as maçãs que consome por espécies autóctones das Beiras, vai obter maiores benefícios, devido à maior concentração de compostos bioactivos.

A maçã Bravo Esmolfe é a única autóctone das Beiras actualmente com expressão no mercado nacional, a sua região demarcada abrange os distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco e Coimbra.

A produção nacional de maçã é de 300 mil toneladas por ano, 130 das quais na Beira Alta, 43 por cento do total nacional, sendo que a Bravo Esmolfe não perfaz mais que seis mil toneladas do bolo total.

Hoje, a Bravo ganha 15 a 20 por cento de mercado ao ano, mas com estes estudos tem potencialidades para ir ainda mais longe, de olho noutros interessados, como os sectores industriais ligados à produção de medicamentos.

Para já, o trabalho realizado (que inclui ainda provas de sabores e estudos de produção das espécies autóctones) vai dar origem a um livro e, mais tarde, a uma campanha publicitária.

A CAM já recolheu material genético de outras duas espécies para entregar aos produtores e iniciar a produção em 2009, a Malápio da Serra (antes designada de Malápio de Gouveia) e a Pêro Pipo, maçã que reinou nos pomares da região nos séculos XVII e XVIII.

Fonte:Confagri

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