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Pequim garante segurança alimentar na Aldeia Olímpica
2008-02-21

A Comissão Organizadora dos Jogos Olímpicos (JO) e as autoridades chinesas anunciaram hoje a aplicação de medidas rígidas e um controlo estrito dos produtos alimentares, na cidade, para garantir a segurança alimentar nos Jogos Olímpicos.

De acordo com a porta-voz, os parâmetros olímpicos são ainda mais rígidos que os critérios internacionais em matéria de segurança alimentar, pelo que os 10 mil atletas que se vão instalar na Aldeia Olímpica durante os Jogos em Pequim não terão que recear a comida chinesa.

Uma plataforma tecnológica de informação, vigilância da produção e distribuição alimentar, regulamentação e colaboração com as autoridades estão entre as iniciativas que Pequim colocou em marcha.

A qualidade da comida será assegurada porque todos os processos que envolvem os alimentos, desde a produção até à mesa, serão fiscalizados.

Para esta organização não irão existir problemas relacionados com a comida nem com a água para consumo humano na Aldeia Olímpica, explicando que a elevada exigência do serviço de alimentação para os Jogos levou as autoridades municipais a tomar todas as medidas necessárias.

Quanto à ingestão da comida chinesa poder originar acusações de doping, a responsável do Gabinete referiu que o conceito de segurança alimentar é muito diferente do conceito médico, e que dificilmente o doping se deverá apenas a questões de alimentação.

É difícil e complicado provar um envenenamento, segundo este responsável, mas nestes casos, será activado o plano de resposta de emergência que foi criado e conduzida uma investigação.

O Gabinete afirmou também que até agora não encontrou provas científicas que apontem a presença de substâncias em alimentos chineses que depois de ingeridos possam induzir a acusações de doping.

As autoridades lamentam que algumas delegações desportivas, como a norte-americana, estejam a pensar trazer a sua própria comida para a Aldeia Olímpica.

Nestes casos, os alimentos têm que cumprir os critérios de Pequim e os parâmetros internacionais de segurança, e as autoridades chinesas não poderão garantir a qualidade da alimentação dos atletas dessas delegações.

Depois dos JO, todos os sistemas de vigilância e medidas de segurança alimentar vão continuar a servir os cidadãos de Pequim, os turistas chineses e estrangeiros.

Os problemas relacionados com a segurança alimentar são comuns na China, e verificam-se devido à falta de cumprimento dos parâmetros do sector e da utilização imprópria de produtos químicos, conservantes e outras substâncias, preocupações que surgiram no ano passado, quando foi descoberto que alguns alimentos exportados da China, como o marisco e a comida para animais, estavam contaminados com substâncias tóxicas.

No entanto, nos últimos meses, a China tem protagonizado novos escândalos relacionados com falhas na segurança alimentar, como o caso das tortas de maça chinesas alegadamente contaminadas com pesticida no Japão e os medicamentos envenenados nos Estados Unidos.

Por outro lado, as intoxicações alimentares são comuns na China, devido às más condições de produção de alimentos e à falta de higiene no transporte, venda e confecção dos produtos.

A organização dos Jogos Olímpicos já fez saber anteriormente que todos os alimentos serão guardados por pessoal de segurança durante 24 horas por dia e que o transporte dos alimentos será feito por funcionários e veículos especiais, equipados com sistemas de posicionamento global.

A organização também vai utilizar ratinhos de laboratório para testar os alimentos a servir aos atletas durante as olimpíadas e assim reduzir os riscos de doença na Aldeia Olímpica.

Fonte: Confagri

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