Chegou ontem, ao Brasil, uma missão de inspectores europeus que irá fiscalizar parte das fazendas que integram a lista de exportadores de carne bovina para a União Europeia (UE).
Os especialistas visitarão cerca de 30 propriedades distribuídas por Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo que estão habilitadas a vender carne bovina para o bloco europeu.
O objectivo da missão é certificar se o padrão brasileiro de rastreabilidade é fiável.
A fiscalização ocorre após o impasse criado sobre o número de fazendas brasileiras que podem receber a certificação para vender o produto à UE.
Desde o dia 01 de Fevereiro, as exportações de carne bovina in natura para a Europa estão suspensas e o fim do embargo depende dos resultados da inspecção dos veterinários europeus.
O Brasil apresentou, inicialmente, uma lista com mais de 2.600 propriedades que estariam aptas a comercializar carne bovina para a UE, mas os europeus não aceitaram esse levantamento, restringindo este número a 300 fazendas, no máximo.
O próprio ministro brasileiro da Agricultura admitiu, numa audiência no Congresso Nacional, que o Brasil exportou carne sem controlo para a União Europeia.
Principal importador de carne bovina brasileira, a UE comprou no ano passado 194 mil toneladas de carne "in natura".
O embargo actual, segundo as autoridades brasileiras, representa um prejuízo diário equivalente a 1,9 milhões de euros.
A carne bovina industrializada, cujas exportações para a Europa chegaram a 100 mil toneladas em 2007, não está sob embargo.
Fonte: AgroNotícias