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Churrascos de carne são factor de risco para o cancro do estômago
2008-03-05

O consumo exagerado de grelhados de carne é um factor de risco para o cancro do estômago, que mata em média oito portugueses por dia, foi o alerta dado por um especialista num congresso em Almancil, Algarve.

A par do aumento da ingestão de grelhados, observou que a manutenção do consumo de enchidos e carnes fumadas e o exagero no sal também são responsáveis pela forte incidência do carcinoma em Portugal.

Trata-se do país europeu com mais mortes por cancro no estômago, tendo as taxas de mortalidade, 2.900 óbitos em 2005, vindo a manter desde então.

No entanto, se o hábito do churrasco, sobretudo de carnes vermelhas, se alargasse entre os portugueses para além dos fins-de-semana, o número de casos tenderia a disparar.

O consumo excessivo de sal foi apontado como um dos grandes factores indutores da doença, pelo seu papel na conservação das bactérias que propiciam o aparecimento do carcinoma.

Como caminho para a prevenção, apontou o consumo de saladas, bem lavadas, pois as bactérias presentes nos adubos potenciam a doença, verduras e legumes, por serem alimentos que anulam os efeitos das nitrosaminas, compostos químicos de características cancerígenas.

O diagnóstico tardio é outro dos factores que leva à excessiva mortalidade em Portugal, alertou, só 30 por cento dos casos diagnosticados já na fase em que apareceram os primeiros sintomas se conseguem curar.

A insistência no diagnóstico precoce é pois uma das recomendações dos clínicos da área, que alertam para a necessidade de generalizar as endoscopias à população.

Um dos principais especialistas do mundo na bactéria Helicobacter pylori, que infecta o estômago de mais de metade da população portuguesa, um francês da Universidade de Bordéus, associou a incidência da bactéria ao subdesenvolvimento, observando que ela é diminuta nos países europeus desenvolvidos e atinge toda a população de alguns países do III Mundo, apontando o caso de África.

De pessoa para pessoa, a bactéria, apenas descoberta há 18 anos, transmite-se através da saliva, do vómito e das fezes.

Além do cancro do estômago, está comprovada a relação da bactéria com outras patologias, como a gastrite crónica activa, doença ulcerosa duodenal e o linfoma de MALT do estômago.

Fonte:Notícias RTP

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