Na sequência de notificações de três casos graves de doença aguda, e após análise por especialistas da Direcção-Geral da Saúde, do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura e do INFARMED, concluiu-se pela existência de fortes suspeitas de associação causal entre a utilização de Depuralina e o aparecimento de episódios tóxicos graves, nomeadamente choque anafiláctico e hepatotoxicidade.
Identificada a situação pelos dispositivos de alerta, e à luz do princípio da precaução e por razões de protecção da Saúde Pública, foi determinada a suspensão imediata da comercialização do suplemento alimentar Depuralina.
Desta forma, a Direcção-Geral da Saúde recomenda aos consumidores de Depuralina que suspendam o consumo do produto, e, caso apresentem qualquer alteração do seu estado de saúde, consultem de imediato o médico.
A decisão de suspender a comercialização do suplemento alimentar Depuralina, tomada ontem pela Direcção--Geral da Saúde, para proteger a saúde pública, poderá ser alvo de um processo judicial por parte da distribuidora europeia do produto.
Para esta distribuidora europeia p facto de existir “alguém com uma alergia à maçã, por exemplo, isso não significa que o produto seja perigoso e que deva ser retirado do mercado".
A empresa basca anunciou que, hoje mesmo, responsáveis da companhia estarão em Lisboa para dar uma conferência de imprensa e esclarecer as dúvidas sobre o produto do momento para emagrecer, que está a atingir recordes de vendas, tanto em Espanha como em Portugal.
Argumentos que não demovem o inspector-geral de Saúde, que justificou a suspensão da comercialização daquele suplemento alimentar com a notificação de três casos graves de doença aguda.
Apesar de não se tratar de um medicamento, mas de um produto alimentar - e de por isso mesmo a autorização de comercialização estar na alçada do Ministério da Agricultura - a Direcção-Geral de Saúde tem poderes para actuar de forma discricionária sempre que possa estar em causa a saúde pública.
A presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas, alerta também para a necessidade de não tomar suplementos alimentares sem acompanhamento médico.
Fonte: Direcção-Geral da Saúde, DN