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Plástico reciclado em contacto com alimentos
2008-04-14

A União Europeia fortalece as medidas para reduzir o risco das embalagens de plástico reciclado que estão em contacto directo com alimentos, e possam conter contaminantes químicos.

O uso de materiais reciclados na indústria da alimentação não é uma novidade, exemplos como o papel, cartão, ou vidro são reciclados para ser reutilizados como embalagens alimentares.

Apesar de existir a possibilidade de transferirem substâncias ao alimento são, em grande medida, impermeáveis aos contaminantes.

Mais vulnerável, é o plástico, junto com o papel, cujo o processo de reciclagem requer medidas específicas para evitar a presença de contaminantes químicos e microbiológicos.

São numerosas as utilizações do plástico como embalagens alimentares, e também do plástico reciclado, como são exemplo as embalagens para azeite, água mineral, molhos, embalagens a vácuo, sacos para supermercados, potes para produtos lácteos.

A reutilização deste tipo de material, na indústria alimentar, implica ter em conta uma infinidade de considerações, todas elas destinadas a reduzir o risco de contaminantes que possam alterar o produto.

Um dos riscos é que o plástico ser um material propicio a migrações, isto é, a transferências de componentes do polímero para o alimento que se encontra em contacto directo com este.

O processo de reciclagem é fundamental para eliminar possíveis contaminantes no material de plástico.

Para evitar estas situações, a UE, acaba de fortalecer as medidas de vigilância e controlo com o Regulamento (CE) n.º 282/2008, que pretende sobretudo uniformizar as regras nos distintos Estados membros.

Na maioria dos países europeus não foram fixadas, por exemplo, normas específicas sobre o uso de monômeros e outros materiais que compõem o plástico reciclado, e daí a necessidade de regular de forma conjunta aspectos que até agora estavam sem resolver.

Neste sentido, e para garantir o mesmo nível de segurança dos materiais de plástico reciclado, só está previsto que se adicionem monômeros e aditivos (substâncias de pequenas dimensões, junto com os polímeros, formam o plástico) autorizados e em determinadas quantidades.

Pelas suas propriedades fisicoquímicas, a eficácia que se requer para as poliolefinas é de 100%, tendo em conta que uma das possíveis fontes de contaminação pode ser, precisamente, o uso que se deu anteriormente à embalagem.

Daí a importância do tratamento mecânico de reciclagem, um dos pontos fortes da normativa, que pede para se ter muito cuidado no processo em que se trituram os resíduos bem como na sua limpeza.

Neste passo é muito importante garantir que se eliminam todos os riscos de contaminação, e que as migrações que se produzem são inferiores às detectadas em ensaios de controlo.

Fonte: Consumaseguridad

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