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Controlo europeu do pescado
2008-05-06

Reduzir os riscos na saúde dos consumidores pelo consumo de pescado, elevando o nível de qualidade e segurança sanitária deste alimento é um dos pontos centrais da política comunitária em matéria de investigação alimentar.

Numerosos projectos estão em marcha para controlar todos os parâmetros de qualidade do pescado, um produto perecível e sensível a riscos.

Garantir a qualidade do pescado, tanto ao nível da pesca como da aquacultura, é uma tarefa complexa que obriga a ter em conta aspectos como a presença de patogénicos.

Para minimizar ao máximo este tipo de riscos a UE conta com métodos de autentificação de espécies pesqueiras, como o controlo de aminas biogénicas, de toxinas em moluscos bivalves ou de aminas voláteis, assim como sistemas de avaliação sensorial para determinar a qualidade do pescado fresco, condições de processamento e identificação de origem geográfica.

Estas tarefas então englobadas em numerosos projectos de investigação que, pretendem também validar os métodos quantitativos e padronizados para a detecção do vírus da hepatite A e o norovíris em crustáceos.

Outro risco a ter em conta é a presença de vibrio no marisco, para o que se desenvolveu e padronizou métodos moleculares para enumerar e caracterizar este tipo de patogénicos, e para que o controlo seja harmonizado em toda a UE.

Todas estas acções constituem SEAFOODplus, um dos maiores projectos da UE para este sector.

Um dos êxitos deste projecto foi a descrição de novas bactérias produtoras de histamina, presente sobretudo em pescado, e cuja causa de aparição se relaciona com uma manipulação anti-higiénca do pescado e a com a sua conservação a temperaturas inadequadas.

Outro risco é o que representam os vírus entéricos em moluscos, um importante risco para a saúde pública em toda o mundo, provocado sobretudo pelos vírus gastroentéticos e o vírus da hepatite A.

Nestes casos surge a necessidade de aplicar não só técnicas de depuração, que eliminam bactérias, como também critérios virológicos no controlo sanitário dos moluscos.

No âmbito da pesca, a UE definiu um modelo de validação para a rastreabilidade dos mariscos ao longo de toda a cadeia de produção.

Trata-se do modelo Valid Project, que pretende ser um guia de referência para todos os implicados na cadeia alimentar, assim como para as autoridades de controlo.

Com esta ferramenta, o consumidor pode remontar-se à origem do pescado, seja exploração piscatória ou não, o que ajuda a fortalecer a sua confiança face ao produto.

Para os investigadores estas medidas servem para direccionar esforços de investigação e facilitar a informação chave ao consumidor.

Fonte:Consumaseguridad

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