29 de Novembro de 2025
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Governo português não protege produtos tradicionais
2008-05-09

A ausência de excepções às leis comunitárias para os produtos tradicionais é da exclusiva responsabilidade de Portugal, referiu ontem uma especialista no Parlamento.

Uma especialista em produtos tradicionais, que esteve 30 anos ao serviço do Ministério da Agricultura e que fez o maior levantamento de produtos tradicionais em Portugal, critica os “sucessivos governos” por não terem tentado manter o uso de materiais tradicionais, bem como práticas de fabrico de produtos típicos portugueses sem violar a lei comunitária.

Essas derrogações aos regulamentos comunitários permitiriam salvaguardar, por exemplo, o uso de panelas de cobre no fabrico de ovos moles, o fabrico de pão em unidades caseiras, ou a confecção de arroz de cabidela com aves abatidas em pequenas explorações agrícolas.

Existem omissões por parte dos sucessivos governos que não puseram em vigor as derrogações permitidas pelos regulamentos comunitários e que permitem o uso de madeiras, barro, cobre e xisto no fabrico de produtos tradicionais.

Foi criado um grupo para fazer um levantamento das necessidades deste sector, na sequência das muitas críticas à actuação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) sobre os pequenos produtores.

A especialista deu vários exemplos de situações em que só é necessário fazer a comunicação para Bruxelas para que as excepções aos regulamentos comunitários entrem em vigor: isenção dos pequenos produtores às regras escritas para prosseguirem a sua actividade, regulamentação dos pequenos produtores para permitir que os restaurantes possam comercializar aves e coelhos criados e abatidos em explorações agrícolas e legislação sobre o licenciamento industrial para passar a contemplar as explorações familiares e permitir, por exemplo, o fabrico de pão caseiro.

Uma outra crítica tem a ver com uma omissão “gravíssima” no turismo rural, obrigado a oferecer ao cliente produtos regionais, mas que não pode dar uma galinha ou laranjas criadas na própria produção.

Um bom exemplo é o turismo rural em Boticas (Vila Real) que se quiser oferecer uma galinha, tem que ir abatê-la a Viseu, porque é o matadouro mais próximo.

Segunda a especialista, a falta de regulamentação sobre as empresas de consultadoria alimentar prende-se não só com a falta de competências, mas também com a prática de venda de detergentes e materiais de limpeza de toxicidade desconhecida cuja perigosidade será potencialmente maior que qualquer chouriço ou queijo tradicional que possamos consumir.

Fonte:Público

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