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UE avalia liberalização de proteína animal na ração
2008-05-14

Os altos custos das matérias-primas podem levar a União Europeia (UE) a levantar um embargo interno, mantido à 14 anos, acerca do uso de proteínas de origem animal na alimentação de aves e suínos.

Os produtores e industriais do sector de rações têm pressionado a União para esta liberalização, acerca da qual já foi admitido o desenvolvimento de estudos para a viabilização da mesma, no entanto qualquer decisão será apenas aplicável a partir de 2009.

A proibição do uso de farinhas, com compostos de animais, na alimentação de aves e suínos ocorreu no auge da crise de encefalopatia espongiforme bovina (BSE), conhecida como a doença da vaca louca, depois de se comprovar que esta era ocasionada pela utilização, na alimentação dos bovinos, de ração contaminada pelos denominados príons de origem ovina.

Na ocasião, embora se argumentasse que a proibição era apenas justificável para os bovinos, mas não para aves e suínos, por serem omnívoros, enquanto os ruminantes são herbívoros e, por conseguinte, não devem ser alimentados com proteínas de origem animal, a UE optou por um embargo generalizado, sobretudo como resposta ao espanto por parte dos europeus, aparentemente surpresos com a descoberta de que bovinos, suínos e aves eram alimentados com subprodutos de suas próprias espécies.

O investigador que descobriu a ligação existente entre a doença, o animal e a sua forma humana, é da opinião de que a liberação não é uma boa ideia para a avicultura, tendo em conta, por exemplo, que ao comerem carne em vez de milho ou grãos, os frangos serão menos saudáveis e acumularão gordura, que por sua vez pode conter substâncias prejudiciais á saúde humana.

A posição do pesquisador não tem sustentação científica, visto que anteriormente à proibição comunitária as proteínas de origem animal foram usadas no continente Europeu sem se registar qualquer dos problemas identificados.

Independente dos desdobramentos que a questão venha a apresentar, até mesmo um avicultor questiona se será possível manter a confiança por parte do consumidor se este tiver conhecimento que o frango que consome foi alimentado com restos de suínos.

Questões que colocam dúvidas quanto à provável liberalização das proteínas de origem animal, tendo em conta a preservação da imagem do sector.

Fonte:Confagri

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