Duas estirpes de leveduras vínicas, BM58 e BM60, que melhoram a composição do vinho e, por conseguinte a sua qualidade, foram patenteadas pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC).
Tal como demonstraram as provas realizadas a nível industrial, estas leveduras não modificadas geneticamente contribuem para melhorar o sabor, o corpo e o aroma do vinho.
A primeira destas leveduras, BM58, produz um aumento da concentração de glicerol de forma natural durante o processo de fermentação dos vinhos, pelo que se obtêm um caldo mais suave e menos adstringente.
O glicerol contribui para melhorar o sabor e o corpo final do vinho, proporcionando doçura tanto em vinhos brancos, como em rosados e tintos.
No caso dos vinhos tintos, o glicerol contribui para a obtenção de vinhos mais suaves ao paladar e facilita o seu envelhecimento em barricas.
No que se refere à levedura BM60, a sua utilização produz um aumento da produção de glicerol e de aromas secundários em vinhos brancos, rosados e tintos jovens.
Esta estirpe consegue manter estável o pH do vinhos, face a outras leveduras que o incrementam, o que prosupõe uma perda da frescura e estabilidade do produto com o passar do tempo.
A sobreprodução de glicerol, até agora era conseguida a partir de leveduras modificadas geneticamente, que incrementavam as concentrações de ácido acético a níveis considerados inaceitáveis.
Neste caso, mediante a selecção das estirpes de leveduras BM58 e BM60 a partir de fermentações naturais, trabalha-se com microrganismos não modificados geneticamente que produzem glicerol de forma natural.
As estirpes foram isoladas e seleccionadas a partir de fermentações naturais de vinhos das áreas de produção controlada Utiel-Requena, Valência e Alicante.
Fonte: Consumaseguridad