Bruxelas impõe condições à comercialização de goma guar, um espessante alimentar procedente da Índia, onde foram detectadas dioxinas e pentaclorofenol.
As novas normas da Comissão Europeia entraram em força depois das autoridades detectarem contaminantes na goma guar, procedente da índia, em finais de 2007.
As novas condições exigem que a entrada na União Europeia deste produto vá acompanhada de uma informação analítica, realizada por um laboratório acreditado, que demonstra que não contêm mais de 0,01 mg/Kg de pentaclorofenol, uma substância química nociva.
Em Outubro de 2007, as autoridades sanitárias da União europeia detectaram altos níveis de dioxinas e pentaclorofenol em alguns lotes de aditivos alimentares que continham goma guar contaminada, um produto que se obtém da leguminosa Cyamopsis tetragaonoloba e que se uso como aditivo alimentar.
Procedente da Índia, país exportador de quase 80% da goma guar em todo o mundo, a Comissão europeia enviou uma equipa de inspectores ao país para determinar a origem da contaminação e tomar as medidas de controlo necessárias, no entanto, nenhuma das equipas conseguiu averiguar a fonte do problema.
O alerta de finais de 2007 reflectiu-se agora na aprovação, no seio da UE, em novas condições de comercialização.
Impostas como medida preventiva para proteger a saúde pública e animal, a Comissão obriga agora a que as importações de alimentos que contenham pelo menos 10% de goma de guar, e que sejam procedentes da Índia sejam acompanhadas de uma informação analítica que comprove que não existe nenhuma contaminação.
Os Estados membros deverão analisar esses produtos de forma aleatória, pelo menos com uma frequência de 5%.
Estas medidas são adicionadas às já adoptadas no momentos do alerta, quando através do Sistema de Alerta Rápido de Alimentos e Riscos os países receberam a informação sobre a distribuição de alimentos, como produtos lácteos, em que o aditivo goma guar estaria contaminado.
Fonte: Consumaseguridad