A OMS propõe limites máximos para estas micotoxinas, em frutos secos, superiores aos impostos pela UE, por considerar que não apresentam risco para a saúde.
A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) publicou recentemente um parecer sobre os actuais níveis máximos de aflatoxinas em alimentos, como amêndoas e avelãs, e os possíveis efeitos na saúde ao incrementar o limite permitido para o consumo humano.
As aflatoxinas são toxinas que se podem encontrar num amplo leque de alimentos, e é quase impossível levar uma dieta sem ingeri-las.
A União Europeia apresentou em 1998 os regulamentos oficiais para estas toxinas, que fixavam uns níveis baixos e razoavelmente possíveis.
Depois de verificar que não seria danoso para a saúde incrementar os valores permitidos de aflatoxinas, o Codex Alimentarius propôs estabelecer o mesmo nível máximo em amêndoas, avelãs e pistachos em todos os estados membros da OMS.
O actual limite máximo estabelecido pela UE é de 4 µg/kg para las aflatoxinas totais, isto é, a soma das variantes B1, B2, G1 e G2 em amêndoas, avelãs e pistachos.
De acordo com o estudo realizado pelo Grupo Científico sobre Contaminantes da Cadeia Alimentar da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (CONTAM), foi proposto aumentar este limite para 8 ou 10 µg/kg por não considerarem que existe qualquer perigo para a saúde.
Neste estudo foram examinados 40 000 resultados analíticos de diferentes alimentos básicos para reavaliar as quantidades de aflatoxinas.
O resultado obtido foi que, em mais de 75% das amostras alimentares não foi detectada a presença de aflatoxinas.
Nas restantes amostras (25%), a variante mais comum foi a B1, uma das mais tóxicas.
As conclusões deste estudo apontam que, a quantidade de aflatoxinas que podem conter os frutos secos é só uma percentagem mínima do total a que o ser humano está esposto na sua alimentação.
Por este motivo, estes cientistas assinalam que se pode aumentar a dose máxima estabelecida.
No entanto, é importante manter a exposição alimentar às aflatoxinas tão baixa quanto possível já que não deixam de ser genotóxicas e cancerígenas.
Fonte: Consumaseguridad