Foi descoberto um mecanismo molecular de transporte de arsénio nas plantas que poderá ser utilizado para descontaminar o arroz e as águas.
Investigadorores das universidades Copenhague e Goteborg identificaram nas células vegetais, uma família de moléculas transportadoras de arsénio sob a forma de arsenito através da membrana celular.
Para provar esta descoberta, os investigadores transformaram leveduras com genes destas proteínas transportadoras, verificando que efectivamente transportam arsénio dentro das células, inibindo o seu crescimento.
Surpreendentemente, se adicionar arsenato em vez de arsenito, algumas leveduras crescem bem e é transportado arsenito para fora das células o que indica a possibilidade de um transporte bidireccional.
O conhecimento do mecanismo molecular do transporte de arsénio nas plantas pode ser fundamental para combater o grave problema que a contaminação por arsénio causa na agricultura, especialmente nos casos como o arroz delta da Ganges (BanglaDesh e Índia), assim como nos outros países que para além de ser contaminada as águas de rega também são contaminadas as águas para o consumo humano.
O arsénio é muito tóxico e cancerígeno, sendo ubícuo na camada terrestre e a principal fonte de contaminação das águas, assim como na presença dos alimentos, sendo um dos mais afectados o arroz sendo este regado com águas contaminadas por arsénio, especialmente as provenientes de aquíferos subterrâneos.
O Bangladesh é o país com mais elevada percentagem de poços contaminados e cerca de 30 milhões de pessoas dependem desses poços para a rega e para consumo.
Dos 4 milhões de hectares de superfície irrigada, 2,4 milhões de hectares são regados por 900.000 poços de pouca profundidade.
Calcula-se que o bombeio de água para a rega desde os aquíferos pouco profundos acumula um milhão de Quilogramas de arsénio por ano nas terras de cultivo do Bangladesh, principalmente nos arrozais; sendo o arroz o alimento básico deste país.
Fonte: Biology News Net