A dispersão de informação, falta de clareza e pouca evidência cientifica ainda são visíveis nos rótulos alimentares, o que se traduz num grande perigo para o consumidor alérgico, que se baseia na segurança da informação que lhe é proporcionada pelas etiquetas.
A identificação destas substâncias na etiqueta implica seguir todo o processo de manipulação do produto.
Os rótulos são a forma mais segura para evitar que uma substância, inócua para a maioria das pessoas, se converta num tóxico para os alérgicos. A informação deve conter todo o processo de manipulação do alimento para evitar contaminações cruzadas com alergénicos.
Qualquer erro na informação dos rótulos de um alimento pode converter-se num problema para o consumidor alérgico.
Fortalecer as medidas neste âmbito foi um dos objectivos da Comissão Europeia, que no inicio de 2008 apresentou uma iniciativa legal para oferecer maior protecção contra os alergénicos.
Esta proposta pretende ir para além dos alimentos pré-embalados, pois defende que os alimentos que se encontram por embalar, bem como a comida servida em restaurantes deveriam estar igualmente rotulados.
Dados da UE confirmam que 70% dos casos de alergia alimentar produzem-se fora do ambiente doméstico, o que sugere que bares, restaurantes e serviços de comidas facilitem nos seus menus uma lista com os ingredientes que possam provocar algum tipo de reacção alérgica.
Fonte: Consumaseguridad