Sensibilizar os operadores económicos para a importância da segurança e qualidade alimentares e esclarecer dúvidas foi o objectivo do terceiro seminário promovido pela ASAE sobre "Riscos Alimentares. Caracterização da Cadeia Alimentar".
Sob o lema "Do prado ao prato", técnicos do Conselho Científico da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) explicaram quais os tipos de contaminação de que podem ser alvo os géneros alimentícios de origem animal e que medidas devem ser tomadas para evitar esses riscos ao longo de toda a cadeia alimentar, desde a produção ao transporte, armazenamento e consumo.
A ASAE interessa-se pela segurança alimentar, mas também pela qualidade.
A retirada de produtos do mercado muitas vezes deve-se à questão da qualidade e não tanto da segurança.
O objectivo desta entidade é a defesa dos consumidores.
O mesmo responsável adiantou ainda que, caso os técnicos concluam que os riscos de contaminação ocorrem maioritariamente no transporte dos alimentos, por exemplo, poderão solicitar à Marinha, GNR, PSP ou outras entidades que intensifiquem as suas acções de fiscalização neste campo.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 75% das doenças declaradas nos humanos nos últimos 10 anos tiveram como origem produtos alimentares.
O director científico da ASAE, aproveitou para sublinhar que "em questões de higiene não há fundamentalismos, há questões de ordem científica que tem que ser tidas em conta".
Um dos exemplos apresentados no seminário, que se realizou no Centro de Congressos de Lisboa, foi o do circuito de produção e de comercialização de ovos e carne de aves, tendo apontado de que forma estes podem ser perniciosos para a saúde humana caso não sejam tomados os devidos cuidados desde a postura (mudança das camas, utilização de água de boa qualidade), à recolha e transporte (acondicionamento, temperatura) até ao seu consumo.
De modo a prevenir os riscos alimentares, anualmente, o Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE elabora um Plano de Controlo dos Alimentos de modo a verificar "se os géneros alimentícios não põem em risco a segurança e saúde humana e se cumprem a legislação".
Segundo o relatório de 2007, apenas 4% das 1824 amostras recolhidas não estavam conformes.
Fonte: JN