Os ensaios realizados por técnicos da Organização de Consumidores e Usuários (OCU) nas latas de sardinhas em azeite, comercializadas em Espanha reflectem que quase metade das marcas analisadas não contêm o tipo de peixe ou azeite que anunciam.
A legislação espanhola considera “sardinha” propriamente dita à "sardina pilchardus", embora existam cerca de 20 espécies semelhantes com esta, que podem ser comercializadas como “conservas tipo sardinha”.
Das 25 latas analisadas, 18 eram efectivamente sardinhas, quatro incluíam peixes das outras espécies e duas misturavam sardinhas autenticas com outros peixes, o que é proibido por lei.
Além disso, numa das latas analisadas o peixe não era sardinha nem qualquer espécie que se assemelha, no que diz respeito ao azeite, em 19 marcas analisadas o termo azeite estava correcto, mas em seis a proporção de azeite de sementes oleaginosas era mais elevado do que o azeite de oliveira.
A OCU também analisou o tamanho do peixe enlatado, e considerou que, após a remoção da cabeça e da cauda, o tamanho mínimo deveria ser de seis centímetros.
Aplicando esta escala, o estudo concluiu que apenas uma das latas testadas tinha uma classificação de “muito má”, já que quatro dos sete peixes contidos na lata mediam menos de cinco centímetros.
Duas outras marcas incluíam peixes “demasiado desiguais” no que respeita ao seu tamanho, quando a lei prevê que devem ser semelhantes.
O trabalho também indica que, as latas de sardinha podem apresentar várias falhas, entre elas, má colocação, escamas soltas, restos de vísceras ou pedaços, no entanto a maior parte delas nos estudos efectuados são consideradas conformes neste aspecto.
Fonte: Consumaseguridad