Ninguém sabe exactamente como microrganismos como a Listeria monocytogenes ou Salmonella enterica contaminam as folhas das couves e as raízes finas do grelo da alfafa, no entanto os cientistas do Serviço de Investigação Agrícola (ARS) querem resolver este mistério.
A sua investigação realizada no Centro de Investigação da Região Ocidental mantido pela ARS na Albany, Califórnia, poderá levar ao descobrimento de novas maneiras de proteger couve, alfafa e outros ingredientes favoritos das saladas contra o ataque de patogénicos alimentares.
Uma investigação de há já alguns anos, liderada por uma microbióloga, foi a primeira a documentar os genes utilizados pela L. monocytogenes durante uma invasão bem sucedida aos grelos da couve.
Ainda que outros cientistas tenham estudado os genes activados pela L. monocytogenes, quando o patogénico cresce em agar num laboratório, antes deste estudo não havia nenhuma documentação dos genes expressos pelos microrganismo durante o seu crescimento numa verdura.
A Listeria é provavelmente mais bem conhecida pela sua capacidade de desenvolver colónias em humanos do que em plantas.
Mas, o grupo de cientistas na Albany descobriu que a Listeria, quando invade a couve, utiliza alguns dos mesmos genes usados pelos microrganismos das plantas, para colonizar os seus hospedeiros e propagar-se inocuamente nas plantas.
Em novas investigações, estes cientistas querem identificar os genes responsáveis pelo engenho amplamente variado de oito estirpes de Listeria, em colonizar as raízes muito finas da alfafa.
É também do interesse destes cientistas estudar, e incapacitar, os genes que ajudam algumas colónias de Listeria a resistir à lavagem por água.
Fonte:ARS