Um grupo de cientistas da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, procuram encontrar uma forma para que a mandioca seja um alimento mais completo e nutritivo para os países em desenvolvimento, onde esta planta é um alimento base.
Os investigadores já obtiveram um organismo geneticamente modificado (OGM) tolerante a vírus que causam as principais perdas de rendimento, através do aperfeiçoamento de métodos para eliminar factores anti-nutritivos e obter mandioca enriquecida em zinco, vitamina E e Provitamina A.
Estes trabalhos fazem parte do projecto BioCassava Plus, que visa obter plantas mais ricas em nutrientes e, ao mesmo tempo, melhorar o nível de vida nos países mais pobres, onde a mandioca faz parte da alimentação base da população.
A Manihot esculenta é o alimento principal de mais de 800 milhões de pessoas, das quais, uma grande parte na África Subsahariana, no entanto, muito desequilibrado, por a maior parte da sua raíz comestível apenas ser composta por hidratos de carbono.
Para além da pobreza de nutrientes, tem o grave problema de ter que ser transformada antes de fazer 28 horas, após a sua recolha, caso contrário, não estará apta para consumo, e também por ser susceptível a doenças que reduzem a sua produtividade.
Recorrendo à biotecnologia, projecto Biocassaca Plus, conseguiu reduzir ou eliminar todas estas deficiências em particular, seguindo-se a sua união apenas em uma única variedade habitualmente cultivada nos países em desenvolvimento, cujos ensaios para obtenção de mandioca com estas características prosseguem em Porto Rico, com a possibilidade de estender a investigação, já no próximo ano, para a Nigéria e o Quénia.
Fonte: Agrodigital