Um dos mais influentes cientistas britânicos defende que a tecnologia genética, incluindo a engenharia genética, é essencial para atenuar a crise internacional de alimentos, no entanto as reticências e os obstáculos aos OGM, em alguns países desenvolvidos, especialmente a UE, é um factor que actua contrariamente.
Para os cientistas, a biotecnologia é a única tecnologia-chave na consecução dos rendimentos mais elevados que são necessários para garantir alimentos suficientes, a preços acessíveis e com a rapidez exigida pelo actual crescimento da procura, algo que não seria possível com os métodos convencionais genéticos.
Para evitar uma crise ainda pior, nos próximos anos é necessário alcançar mais rapidamente produções de culturas que consumam menos água, e fertilizantes, e que possam crescer em condições meteorológicas desfavoráveis, algo que não é possível sem recorrer à biotecnologia.
Se a UE ignora os OGM, em poucos anos pode não conseguir competir com outros países como a E.U.A., Argentina ou Brasil.
Um outro prestigiado cientista, da Universidade de Harvard, também apontou recentemente para a necessidade de uma nova 'Revolução Verde', na qual um dos principais factores, para atenuar a crise alimentar, é o desenvolvimento da biotecnologia agrícola, desenvolvida especificamente para os agricultores dos países mais pobres, especialmente na África Sub-Sahariana.
Para este cientista os escrúpulos irracionais do mundo desenvolvido em relação aos OGM constituem um travão para o necessário desenvolvimento da biotecnologia nos países, e um sério obstáculo para atenuar a crise alimentar.
Fonte: Agrodigital