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Excesso de azoto diminui fertilidade dos bovinos
2008-07-16

A adubação com elevados níveis de azoto de terrenos destinados à produção de erva para alimento do gado bovino provoca uma redução drástica do nível de fertilidade, conclui um estudo de mestrado da Universidade dos Açores.

O estudo, que foi realizado no Departamento de Ciências Agrárias em Angra do Heroísmo, Ilha Terceira o mestrado sob orientação de um professor da universidade analisou, “in vitro”, 697 óvulos de 67 animais abatidos no matadouro da ilha.

O trabalho realça que, nas duas últimas décadas, tem vindo a ser registado um decréscimo na fertilidade das vacas Holstein-Frísia de alto valor genético, com grandes prejuízos económicos, entre outros, devido ao uso elevado de adubos de azoto sob a forma de ureia.

Os adubos à base de ureia são os mais utilizados pelos agricultores açorianos nas pastagens para a produção de erva por serem os mais baratos.

O investigador alerta para o facto de também nas rações existirem níveis de ureia (azoto), o que leva a uma duplicação do problema agravando a situação da não reprodução de animais e aumenta os prejuízos das explorações.

O estudo dividiu os animais em três classes, concluindo que os que usam pouco azoto possuem uma boa taxa de fertilização, os que usam medianamente têm uma taxa de fertilização aceitável e os que usam muito possuem uma fertilidade muito baixa.

Os embriões provenientes de animais com elevados níveis de ureia tiveram uma taxa de desenvolvimento manifestamente baixa.

O estudo intitulado “Influência da Ureia na Qualidade dos Óvulos Bovinos e no Posterior Desenvolvimento até ao Estado de Embrião” alerta para a “forte ligação entre a nutrição e fertilidade dos bovinos”.

Nos estudos realizados em laboratório a fertilidade baixa para cerca de metade, o que significa que em cem animais apenas 25 concluiriam a parição.

Para este investigador universitário, são prejuízos elevados para o agricultor, uma vez que, além da menor produção de leite, perde-se, também, o dinheiro da venda dos bezerros.

Os prejuízos são diferenciados, uma vez que no caso da produção de erva, cada exploração tem a sua época de partos ideal de acordo com a altitude.

Nas zonas altas a erva também cresce no Verão, enquanto nas zonas baixas os terrenos secam e os lavradores têm de usar mais concentrado para alimentar o gado.

A partir de certa altitude, não é compensador produzir milho, e, nesse sentido, o maneio de cada exploração varia de acordo com a localização.

O estudo permite concluir que os níveis de azoto baixam drasticamente a fertilidade dos animais e que, mesmo que exista fecundação, o embrião não se desenvolve até à nascença.

Nos Açores, estão contabilizados cerca de 269 mil bovinos, dos quais cerca de 110 mil são vacas leiteiras.

Fonte: Lusa/AO online

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