Um artigo recentemente publicado na “Plant Physiology” realiza uma síntese dos progressos realizados na forma de enriquecer as plantas cultivadas em aminoácidos essenciais recorrendo há engenharia genética.
Existem numerosos trabalhos que mostram como enriquecer os cereais e leguminosas, no aminoácido triptofano, metionina e lisina.
Um milho genéticamente modificado, rico em lisina, denominado LY038 está já autorizado em vários países e provavelmente será o primeiro OGM com esta característica a ser cultivado.
Está também, já numa fase avançada de testes, um tremoço com elevado teor em metionina.
A tecnologia de produção de grãos, com elevado teor em aminoácidos essenciais, pode ser transferida para outras espécies, como o arroz, cevada ou trigo, com importantes implicações para o valor nutricional destes produtos.
Os aminoácidos essenciais são aqueles que não podem ser sintetizados por seres humanos ou por animais e, por isso, devem estar presentes na dieta.
Os cereais e leguminosas têm normalmente quantidades e percentagens de aminoácidos diferentes das ideais para os seres humanos ou animais, o que torna qualquer enriquecimento numa mais valia para uma melhoria significativa da qualidade nutricional destes alimentos.
Fonte: Agrodigital