Um tratamento experimental desenvolvido por cientistas do Serviço de Investigação Agrícola (ARS) poderá vir a ajudar na protecção de algumas frutas e verduras frescas contra microrganismos potencialmente perigosos, tais como Salmonella, Listeria e Escherichia coli O157:H7.
O tratamento utiliza o plasma frio, o qual é gerado quando alguma forma de energia concentrada, no caso a electricidade, é incidida sobre um gás até que se libertem os electrões livres dos átomos do gás.
Este processo de formação do plasma é em tudo semelhante à tecnologia usada para criar os “chips” dos computadores, no entanto, para além de aumento da condutividade, o processo tem também um efeito antimicrobiano.
Os investigadores da ARS não são os primeiros a utilizar esta tecnologia para propósitos de segurança alimentar, mas o seu método de produção quando aplicado a uma grande escala tem uma eficácia aumentada a baixos custos.
Para produzir o plasma, outros cientistas de segurança alimentar usaram misturas de gás que incluíam gases exóticos, tais como hélio ou argon, mas este grupo está a utilizar uma mistura mais barata, o ar.
Para além dos seus benefícios económicos, o ar, diferente dos outros gases, não necessita de estar fechado numa câmara durante a produção do plasma.
Estes investigadores expuseram várias amostras maças 'Golden Delicious' a vários patogénicos microbianos e posteriormente trataram as mesmas amostras com o plasma frio.
O que observaram foi que, qualquer nível de exposição ao plasma causa uma redução significativa na quantidade de patogénicos sem causar qualquer dano nas maças.
Ao aumentar a taxa de fluxo de ar e a duração da exposição aumenta a actividade antimicrobiana.
Fonte:ARS