Um estudo recente revela que a gelatina de peixe, principalmente a de peixe de água quente, possui características semelhantes à gelatina suína, o que pode vir a ser uma alternativa na elaboração de alguns produtos alimentares e no tratamento de subprodutos.
A gelatina é uma mistura colóide, isto é, uma substância semi-sólida, incolor, translúcida, quebradiça e quase insípida obtida por fervura prolongada da pele de animal, do tecido conjuntivo ou dos ossos.
É utilizada de forma mais comum, na área alimentar, como estabilizador, espessante ou texturizador nos gelados ou compotas.
Após a publicação deste estudo, outros investigadores da Universidade de Massachusetts referem que a gelatina de peixe é estável em emulsões de óleo e água, bem como em massas moleculares altas e baixas e com muito poucas restrições.
Estas novas investigações podem constituir uma valiosa informação para os técnicos alimentares no desenvolvimento de novos estabilizantes de emulsões, em produtos como saladas, molhos e bebidas, entre outros.
Apesar de a gelatina de peixe partilhar muitas das características funcionais da gelatina de porco, esta opção é dificultada face às condições de transformação necessárias para a sua obtenção, muito mais trabalhosas do que é habitual na gelatina de suínos.
De acordo com a evolução do mercado, a procura global de gelatina tem aumentando ao longo dos anos e as previsões sugerem que o uso de gelatina de peixe irá aumentar no mercado existente.
Além disso, o lançamento deste tipo de gelatina no mercado pretende satisfazer o consumidor que, pelas suas crenças religiosas, não consome carne de porco, e o consumidor vegetariano que unicamente consome legumes e peixe.
Fonte: Consumaseguridad