A qualidade da água, a densidade de peixes, a dieta e o processo como os peixes são classificados são os principais factores que afectam o bem-estar do salmão atlântico, de acordo com o parecer do Quadro da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA).
Os investigadores da UE elaboraram uma lista de potenciais riscos de bem-estar animal nos vários sistemas de produção.
A EFSA identificou a qualidade da água como essencial para o bem-estar dos peixes e reconhece vários efeitos nocivos para a saúde do animal com água de má qualidade.
A introdução de dietas não-marinhas pode ser outra causa para problemas de saúde nestes animais, devido à sua pobreza em nutrientes essenciais, tais como aminoácidos e ácidos gordos polinsaturados, apesar de existirem indícios de que esta dieta possa ser substituída, parcialmente, por farinhas de pescado de alta qualidade.
Para o salmão atlântico, uma dieta que contenha uma elevada percentagem de farinhas e de gorduras de peixe marinho é de grande importância para as suas necessidades nutricionais.
O sistema de classificação é um elemento importante na gestão das explorações aquícolas, mas deverá minimizar o tempo em que os peixes estão fora dos viveiros ou em jaulas, para limitar o seu stress.
A densidade de peixes também é um factor de grande relevância, mas de acordo com a EFSA, torna-se impossível estabelecer níveis de densidade máxima e mínima para salvaguardar o bem-estar dos peixes, devido à influência de muitos outros factores.
As medidas de controlo da doença são também de grande importância para o bem-estar do salmão.
As vacinas são de grande importância no controle das doenças infecciosas graves, embora tenham riscos significativos, como a disponibilidade limitada de produtos veterinários aprovados para o salmão atlântico.
A EFSA recomenda que se realize um constante controlo do comportamento, tamanho e saúde do animal, bem como o meio em que este se encontra.
Fonte:Agrodigital