O governo dos Estados Unidos vai permitir que produtores de alimentos comecem a tratar espinafre fresco e alface com uma pequena quantidade de radiação, suficiente para matar a bactéria E. coli e outros microrganismos perigosos.
Uma decisão de segurança importante em virtude do aumento nos casos de transmissão de algumas doenças em produtos frescos.
Carnes tratadas com radiação estão no mercado há anos, particularmente a carne picada, produto de eleição para a bactéria E. coli.
Os temperos também podem ser irradiados.
A preocupação de que a radiação com raios X ou outras formas, deixava murchas as folhas verdes, já não acontece com as tecnologias modernas.
A Food and Drug Administration (FDA) determinou que a irradiação pode, de facto eliminar os microrganismos que causam toxinfecção alimentar e até mesmo prolongar o tempo de vida das verduras sem comprometer a segurança e os valores nutricionais dos espinafres e das alfaces.
A nova legislação entrará hoje em vigor. (22 de Agosto).
Confere mais segurança aos produtores protegendo assim a saúde pública.
Há alguns anos, a Associação de Manufacturas de Produtos Alimentares pediu à FDA a expansão do uso da radiação para muitos tipos de produtos.
Mas no início de 2006 o surto de E. coli nos espinafres, que matou três pessoas e contaminou outras 200 e a retirada de alface levaram o grupo industrial a pedir que o FDA decidisse sobre a segurança dos produtos hortifrutícolas.
O FDA está ainda a considerar quais os produtos que podem ser irradiados.
Os próximos produtos mais prováveis para passarem pelo processo são os tomates e pepinos, recentemente colocados no centro das atenções do país devido ao surto de Salmonella.
No entanto, dúvidas surgem porque a E. coli é bastante sensível à radiação, ao contrário da Salmonella, que poderá necessitar de mais radiação.
O utilização mais provável será em verduras embaladas: o pacote inteiro pode ser submetido ao processo depois de selado, evitando o risco de re-contaminação.
Fonte: FDA