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Patogénicos num "chip"
2008-09-04

Um “laboratório portátil” poderá detectar microorganismos, como a Salmonella, no mesmo lugar onde a amostra é recolhida, e com maior rapidez que os sistemas convencionais.

O aparecimento de novos patogénicos e de novas estirpes tem vindo a criar algumas ameaças à saúde humana relacionadas com o consumo de alimentos contaminados.

Deste risco nasce a necessidade de desenvolver métodos rápidos que possam identificar, “in situ”, doenças e fontes de infecções bacterianas.

Uma equipa de investigadores europeus, trabalha e une esforços no projecto OptoLabCard, do qual fazem parte instituições e universidades da Alemanha, Dinamarca, Espanha, Áustria, Polónia e Suécia.

Com o objectivo de proteger a saúde e o bem estar dos consumidores europeus, estes investigadores de diferentes países trabalharam, durante três anos, no desenvolvimento de uma forma simples e sensível de detectar bactérias infecciosas no processamento e na distribuição dos alimentos, algo que até agora requer um complexo sistema de recolhas de amostras e respectivo envio a laboratórios correspondentes.

A tecnologia com "chips" favorece cada vez mais a detecção de patogénicos em alimentos de forma rápida e eficaz.

Existe já um protótipo para preparar amostras e realizar provas de ADN para detectar Salmonella através de um “chip” portátil.

Uma das principais vantagens é a possibilidade de se obter resultados em apenas meia hora, o que em sistemas convencionais pode durar dias, para além de possibilitar a recolha da amostra sem ter que a transportar.

O objectivo é abrir portas a futuros sistemas de monitorização analítica, que sejam capazes de examinar, rapidamente, possíveis fontes de contaminação por patogénicos.

Segundo os responsáveis do estudo, o projecto irá dotar a ferramenta de componentes ópticos e canais de fluidos num espaço muito reduzido, o que lhe confere uma plataforma comparável aos sensores, com capacidade para ser utilizados em múltiplos estudos.

O que permitiu desenvolver os sistemas de análises portáteis foi, asseguram os investigadores, a tecnologia de sistemas microelectrónicos (SMEM).

O sistema é constituído por duas partes diferenciadas, por um lado, uma base portátil e, por outro, o que os investigadores denominam de “labcard”, que permite efectuar uma reacção em cadeia de polimerase em tempo real (RT- PCR).

Esta parte é a que está formada por componentes descartáveis.

A tecnologia com "chips", em finais de 2007, já demonstrava sr uma técnica capaz de detectar em alimentos a presença de aminas biogénica, substâncias com possíveis efeitos na saúde humana e com capacidades para alterar as características organolépticas dos alimentos, especialmente de vinhos e queijos.

A técnica, denominada “lab-on-a-chip”, incorpora “chips” com funções mais precisas que os biosensores.

Em segurança alimentar, este sistema é capaz de detectar patogénicos como a Salmonella e Campylobacter e contaminantes em fontes de água.

Fora deste âmbito específico, as particularidades deste sistema favorecem a aplicação para detectar doenças infecciosas em humanos como a gripe, a tuberculose ou a hepatite.

Fonte: Consumaseguridad

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