Uma equipa de investigação do departamento de Química Orgânica da Universidade de Granada desenvolveu um produto de aplicação no campo da análise química de alimentos, para detectar com grande precisão o composto conhecido comercialmente como Tapazol.
A utilização fraudulenta ou proibida de substâncias químicas para a engorda de animais é alvo de policiamento, por parte de organismos competentes, no entanto, em muitos casos, estes são praticamente impossíveis de detectar.
Dos fármacos activos, por via oral, que se podem empregar na engorda fraudulenta de gado destacam-se os compostos tireostáticos, sendo um deles conhecido comercialmente por Tapazol.
As principais consequências do uso abusivo destas substâncias não são apenas a obtenção de carne de menor qualidade, mas também o potencial risco que aquelas constituem para a saúde humana.
Por estes motivos, há mais de duas décadas que o uso destes compostos esteja totalmente proibido na União Europeia.
Actualmente, e segundo os especialistas, a detecção destes compostos em amostras de diversas proveniências, nomeadamente urina, leite, carne, sangue e amostras de tiróides, é bastante problemática, devido à própria natureza físico-química dos mesmos, além das limitações que apresentam as técnicas de análises mais utilizadas na detecção destas substâncias, como a cromatografia líquida de alta resolução (HPLC) e a cromatografia de gases e espectrometria de massas.
Uma recente directiva da União Europeia sugere que o uso de derivados deuterados na análise de compostos tireostáticos constitui um método analítico de alta precisão para a detecção dos mesmos.
No entanto, até à data, desconhecia-se o derivado deuterado do Tapazol.
Este gurpo de investigadores desenvolveu um procedimento que permite obter o derivado deuterado do Tapazol.O produto desenvolvido é aplicável no campo da análise química de alimentos, funcionando como padrão na detecção do composto tireostático do Tapazol.
O procedimento de preparação deste composto pode também ser aplicado no âmbito da indústria químico-farmacêutica, como metodologia adequada para a preparação do composto.
Fonte: Veterinária Actual