A panificação é um dos ramos de actividade que recebem mais denúncias por parte dos consumidores, o que leva ao reforço das inspecções ao sector.
Das 885 operações feitas desde 2006 pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) no sector da panificação, resultaram 122 encerramentos de empresas (condicionados a rectificações e, portanto, eventualmente temporários) e foram instituídos 9 processos-crime.
Os dados foram revelados pelo Inspector-Geral da ASAE, no seminário "Panificação, Pastelaria e Similares - Desafios e Oportunidades", que decorreu ontem, na Maia.
No sector da panificação existem vários tipos de reclamação, as principais anomalias detectadas nos estabelecimentos inspeccionados são ao nível do funcionamento e de ordem técnico-administrativa e acontecem normalmente fora dos grandes centros urbanos, onde se encontram panificadoras mais antigas.
A par de uma actuação reactiva, tendo em conta o número de queixas, a ASAE tem tido uma actuação pró-activa, que compreende um plano operacional para garantir a segurança e qualidade dos alimentos,
desde a sua confecção até à sua comercialização.
O Inspector-Geral durante o seminário fez menção à confecção artesanal de produtos, e garantiu que a ASAE não é contra a sua produção, mas que os artesãos devem fazer o seu trabalho de forma legal, para que possam ser garantidas condições de segurança aos consumidores.
O Seminário serviu também para a assinatura de um protocolo de cooperação no âmbito do projecto PãoVida, que levará a integração de pão com pouco sal nas refeições dos alunos das escolas do concelho.
O protocolo, assinado entre a Câmara Municipal da Maia e a Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte prevê a distribuição deste tipo de pão nas cantinas dos estabelecimentos de ensino tenha início já no ano lectivo de 2008/2009.
O PãoVida foi desenvolvido em parceria com a Sociedade Portuguesa de Hipertensão.
Fonte: Jornal de Notícias