Um relatório realizado pela ECPA, da qual a Anipla, é membro associado, demonstra que a falsificação de produtos fitofarmacêuticos está a aumentar na maioria dos países europeus.
Na comercialização destes produtos ilegais, não testados, é comum encontrarem-se substâncias tóxicas que representam grandes ameaças para os agricultores, consumidores e ambiente.
O relatório “Pesticidas de Contrafacção em toda a Europa: factos, consequências e acções necessárias”, fornece um extenso conjunto de informações sobre o problema da contrafacção, do seu impacto e das soluções requeridas, contendo uma macro-análise ao nível da União Europeia (UE) assim como informação específica de cerca de 17 países europeus.
Em quase todos os Estados-membros da UE estão presentes pesticidas que não se encontram testados, regulamentados e nem aprovados, de acordo com os primeiros resultados do relatório.
Entre cinco a sete por cento do mercado de pesticidas é afectado por produtos de contrafacção e comércio ilegal, sendo que nalgumas regiões, 25 por cento dos produtos são falsos, com a agravantes que existe uma grande evidência sobre o aumento da produção dos produtos de contrafacção e a sua distribuição por grupos criminosos organizados.
Uma grande parte destes produtos são importados da China para a União com pouco ou nenhum controle, cujas importações legítimas da China para a UE cresceram 380 por cento nos últimos sete anos, ou seja, oito vezes mais depressa que a média da importação internacional de pesticidas para a Europa.
A exposição indica que apesar da existência de cada vez mais legislação relacionada com a utilização de pesticidas, cada vez se dá menos atenção à sua aplicação pelo que considera necessário desenvolver acções urgentes pela parte dos legisladores; agências governamentais; entidades internacionais; cadeias de distribuição; agricultores e indústria alimentar para abrandar o aumento de pesticidas ilegais.
Para além das significativas ameaças à saúde dos agricultores, consumidores e ao ambiente, o documento adianta que, os produtos falsificados causam danos económicos e de reputação ao nível dos agricultores; governo; indústria alimentar e cadeia de distribuição, factores que diminuem a confiança da opinião pública no processo regulador e por conseguinte, reduz a possibilidade de futuros investimentos.
O responsável pela campanha anti-contrafacção da ECPA1, afirma que pela primeira vez têm uma fotografia da extensão e impacto da falsificação de pesticidas em toda a Europa, apresentando 18 casos de estudo no relatório.
Os casos falam de reembalamento ilegal em França e abuso da figura de importações paralelas na Alemanha; exemplos de sucesso em acções legais realizadas na Grécia e Reino Unido.
São também mencionadas colheitas de agricultores destruídas em Itália, França e Espanha; comércio ilegal entre a Polónia e a Alemanha, fazendo-se passar por importações paralelas; armazenamento ilegal de mais de 500 toneladas de falsificações, na Polónia e na Ucrânia, e a aplicação de pesticidas ilegais em pimentos para exportação em Espanha.
A declaração anuncia que as empresas de pesticidas estão a empregar esforços significativos para combater este problema, mas não o conseguirão atingir sozinhas, pelo que é essencial a aplicação de legislação e soluções políticas para proteger as pessoas.
Fonte: Confagri