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A segurança alimentar na terceira idade
2008-09-25

O risco de sofrer de doenças de origem alimentar aumenta com a terceira idade, não só porque o organismo está mais predisposto a este tipo de transtornos e porque as consequências podem ser mais graves, como as pessoas de maior idade têm contra si alguns factores de risco do ponto de vista da segurança e da manipulação dos alimentos.

A diminuição das suas funções perceptivas (visão, odor e gosto) e de memória, para além da menor mobilidade, que limita as suas compras, agrava a situação e converte este grupo etário da população no alvo das toxinfecções alimentares.

Observamos isto diariamente, os idosos são, em conjunto com as crianças e os imunodeprimidos, grupos de risco alimentar, não só pela frequência das suas toxinfecções, como também pelas graves consequências que este tipo de processos podem representar para eles, assim como a sua lenta e difícil recuperação.

A probabilidade de sofrer um problema de origem alimentar incrementa quando os sentidos, em especial a visão, o olfacto e o gosto, que em algumas situações nos alertam para uma possível alteração do alimento, não são tão agudos como em outros idades.

Muitos dos motivos relacionados com a deterioração de um alimento estão associados à presença de microrganismos ou a outro tipo de contaminantes, como os químicos ou físicos.

Nestes casos, pode detectar-se mais facilmente, por exemplo, a presença de lixívia ou de um cristal que tenha caído acidentalmente sobre a comida.

Uma detecção, no entanto, que fica fragilizada quando, por exemplo, a pessoa que manipula os alimentos tem problemas de visão.

Dificuldades na leitura das etiquetas e, em consequência, a interpretação correcta do termino de validade, dos conselhos de conservação ou das instruções de preparação, são outras das possíveis consequências para uma pessoa com esta limitação.

Os problemas de memória associados à idade também podem impedir preparar a comida de forma adequada, e podem levar a confundir o tempo que pode ser conservado um alimento ou um prato no frigorífico.

Outra limitação surge com a mobilidade restringida, não só se torna um grave impedimento na hora de limpar e higienizar a cozinha, o que facilita o desenvolvimento de microrganismos, como também limita as saídas para as compras.

Este factor pode levar a uma acumulação de produtos caducados, especialmente frescos resultantes de uma compra excessiva realizada para um período demasiado prolongado.

Cozinhar para vários dias é uma prática habitual que responde à comodidade ou à ajuda externa esporádica, mas cujo o excessivo prolongamento pode resultar num importante factor de risco, para além da má gestão de sobras.

Fonte: Consumaseguridad

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