Científicos da Universidade de Navarra levaram a cabo uma investigação que prova que a dieta hipocalórica, em pacientes com obesidade, activa as sirtuinas, um tipo de enzimas, também conhecidas como “genes da longevidade”.
O estudo deixa claro que, a observação às ditas proteínas pode servir para dar um seguimento à resposta ao tratamento nutricional.
As sirtuinas são uma variedade de enzimas que regulam os processos metabólicos, desta forma retardam o envelhecimento e contribuem para prevenir doenças como a obesidade, a diabetes e as doenças cardiovasculares.
Desta modo, descobriu-se que a alimentação baixa em calorias afecta directamente estas proteínas provocando a sua activação e a consequente perda de peso e diminuição do stress oxidativo.
Por isso, se concluiu que o estudo das situinas servirá para avaliar os efeitos da nutrição hipocalórica em doentes com obesidade, para além de promover a criação de uma ferramenta capaz de as activar.
Até agora, averiguou-se que a dieta baixa em calorias diminui o risco de contrair algumas doenças porque é reduzido o stress oxidativo, melhorando os níveis de colesterol e glucose, induzindo-se assim a perda de peso.
Os mecanismos implicados nestes benefícios parecem estar mediados pelas sirtuinas.
Estes benefícios foram aumentando o interesse da comunidade científica, em conhecer a forma de activá-las, assim, surgiram estudos que provam que substâncias como o resveratol, presente na uva, no vinho tinto ou nas nozes substituem os efeitos da dieta hipocalórica.
No entanto, até ao momento estes resultados não são extrapolados a humanos já que foram testados e demonstrados em animais.
Fonte: Agrodigital