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Edulcorantes – inocuidade duvidosa?
2008-10-08

O consumo de substâncias sintéticas adoçantes, principalmente da sucralose, aviva um debate entre aqueles que as consideram prejudiciais e os que querem manter a sua segurança.

O consumo do edulcorante E-955, formado à base de sucralose, poderá eliminar as bactérias benéficas do intestino, e causar o aumento de peso às pessoas que o ingerem.

Esta é a conclusão de um estudo publicado no "Journal of Toxicology and Environmental Health", cujos resultados podem levantar questões sobre a segurança deste edulcorante e de um grande número de alimentos, já que este é utilizado em mais de 4000 produtos em todo o mundo.

A sucralose deriva da sacarose e obtém-se mediante um processo em que são substituídos selectivamente os três grupos hidroxilo por três átomos de cloro.

Deste processo resulta uma estrutura molecular muito estável, 600 vezes mais doce que o açúcar; até 1000 vezes mais doce que a sacarose (açúcar comum); o dobre da sacarina e quatro vezes mais doce que aspartamo.

A diferença da sucralose para os outros edulcorantes é que esta é altamente estável, em alimentos e bebidas durante o armazenamento de longo prazo, e termo estável a temperaturas altas como baixas.

É um edulcorante muito utilizado, já que serve para reduzir a contribuição calórica e pode ser consumido por diabéticos, fenilcetonúricos (doença do pezinho) e grávidas.

Segundo os autores da investigação, os resultados demonstram que após 12 semanas de administração da sucralose em animais são numerosos os efeitos adversos que aparecem.

Entre eles destaca-se a redução da microflora fecal, um aumento do pH fecal e de peso dos animais expostos.

Desta investigação, depreende-se que se produz uma significativa redução dos níveis de bactérias do tracto intestinal.

Em concreto, o número total de anaeróbios reduziu em 50%, enquanto que as bifidobactérias, lactobacilos, bacteróides reduziram em 37%, 39% e 67,5% respectivamente.

O peso corporal dos animais em todos os grupos (consumidores de sucralose com diferentes concentrações e não consumidores) aumentou.

No entanto, os valores mais significativos foram observados nos consumidores de sucralose.

Um elevado número de científicos, especialistas em alimentação, defende a segurança da sucralose, relembrando que este composto possuí um excelente perfil de segurança, validado por numerosos estudos científicos realizados durante os últimos 20 anos.

A segurança da sucralose foi confirmada pelas principais autoridades do mundo, entre elas a FDA, a FAO e a OMS.

Trata-se de um dos ingredientes alimentares submetido ao maior número de provas, e o seu uso foi aprovado em mais de 80 países do mundo.

Segundo dados do sector, não se conhecem efeitos secundários do aditivo, não é tóxico e não foram observados efeitos adversos em animais.

De acordo com os mesmos dados, a segurança que oferece a sucralose permite o seu consumo por toda a população, incluindo crianças e mulheres grávidas ou a amamentar.

Também é adequado a pessoas com diabetes, já que a glucose não afecta o sangue nem os níveis de insulina.

Mesmo com esta resposta, a controvérsia entre os efeitos da sucralose continua pouco clara; as suas consequências negativas ainda não foram provadas em humanos e o seu consumo é totalmente autorizado.

Fonte: Consumaseguridad

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