Um estudo realizado por cientistas espanhóis analisou ovos convencionais, campestres, ómega 3 e de galinhas criadas “em solo”, e concluiu que os de maior tamanho e preço, os XL, foram os de pior qualidade.
Foram analisadas 24 embalagens de ovos de categoria A correspondentes a cinco marcas diferentes no âmbito deste país.
Para avaliar os defeitos de qualidade foram estudadas 60 unidades por cada amostra (um total de 1440 ovos), e para a análise microbiológica de detecção de salmonella, 12 unidades por amostra, que perfazem um total de 288 ovos.
Um total de 14 amostras eram convencionais, e destas, quatro eram de calibre XL, cinco L e outras cinco M.
Quatro eram ovos campestres, de calibre M e L, cinco eram enriquecidos em ómega-3 e de tamanhos também M e L, e outra amostra era de ovos de galinhas criadas “no solo”.
O laboratório não analisou a composição nutricional destas amostras porque não há diferenças nos constituintes nutritivos (proteínas, hidratos de carbono, gorduras, vitaminas e minerais) entre os diferentes tipos de ovos.
Apenas foram medidos os ácidos gordos, ómega 3, e vitamina E nos ovos que os declaravam.
Nos ovos convencionais, o formato de venda mais comum, que não o único, era de uma dúzia, no entanto os ovos ómega 3, os campestres e os das galinhas criadas “em solo” são vendidos em embalagens de meia dúzia.
Neste estudo constatou-se que quanto maior o calibre, maior o preço: os ovos XL custam em média 0,22 euros, os L 0,14 euros e os M 0,13 euros.
Os campestres custam 0,23 e os ómega 3 uma média de 0,17 euros, já a amostra procedente de galinhas criadas “em solo” constava de 0,19 euros cada ovo.
Nenhum dos 288 ovos analisados em laboratório deu positivo em salmonella, pelo que o seu estado higieno-sanitário foi muito satisfatório.
Trata-se de um grande resultado, pelo que se deve felicitar todo o sector.
No entanto, nem tudo foi tão positivo, mais de metade das amostras (54%) incumpriam as normas de etiquetagem, e o problema estendia-se a todo tipo de ovos.
Também não se pode considerar satisfatório que 70% das amostras apresentem mais defeitos de qualidade do que aqueles que são admitidos.
Os defeitos mais comuns foram a sujidade, as fissuras nas cascas e a câmara de ar superior a 6 milímetros (falta de frescura).
Os ovos com maior proporção de defeitos (50% das unidades) foram precisamente os mais caros.
Estes defeitos foram detectados, praticamente de forma igual, nos diversos tipos de ovos: os convencionais apresentaram uma média de defeitos de 24%, os campestres de 23% e os ómega 3 ficaram-se pelos 18%.
Em todos os tipos de ovos analisados os valores médios foram superiores ao máximo admitido (14% de unidades com defeito).
Em resumo, etiquetagem e qualidade continuam a ser uma matéria pendente dos ovos espanhóis.
Fonte: Consumaseguridad