O consumo de oleaginosas foi desde sempre associado a um menor risco de doença coronária, não só por lhes serem atribuídas propriedades benéficas na redução da colesterolémia como também parecem baixar as concentrações de Colesterol LDL oxidado.
No entanto, o seu efeito noutros marcadores de stress oxidativo não está ainda devidamente demonstrado.
Um estudo publicado “Journal of Nutrition” refere que, uma amostra de 27 indivíduos com hiperlipidemia foram sujeitos a um suplemento na sua dieta diária: amêndoas inteiras; amêndoas e "muffins" integrais com baixo teor de gordura saturada; ou ainda apenas os "muffins".
As três possibilidade de lanche tinham o mesmo valor calórico (423 Calorias).
Os indivíduos eram avaliados no início, ao fim de duas semanas e no final das quatro semanas do estudo.
Verificou-se que os pesos médios diferiam menos de 300g entre os tratamentos, mas a perda de peso no grupo das meias doses de cada alimento foi superior à do grupo de controlo (só "muffins").
Na quarta semana, os níveis de malondialdeído e isoprostanos de creatinina tinham sido significativamente reduzidos no grupo de estudo (73g amêndoas por dia).
Os níveis de alfa ou gama-tocoferol no soro, ajustados e não ajustados para o colesterol total não foram afectados pelo tratamento.
A actividade antioxidante do consumo de amêndoas foi assim demonstrada pelo seu efeito nos dois biomarcadores de stress oxidativo: o malondialdeído sérico e os isoprostanos urinários, o que comprova a hipótese de as amêndoas reduzirem a oxidação de partículas de Colesterol LDL e assim contribuírem para uma diminuição do risco de doença coronária.
Fonte: ARS; APNEA