Os consumidores poderão ter acesso a novos produtos sem sementes, fáceis de pelar e com uma maturação durante todo o ano.
O tamanho, cor e o aroma dos citrinos podem ser melhorados graças à modificação genética.
Desta forma será possível contribuir para aumento do interesse entre os consumidores, que poderão ter acesso a novos produtos sem sementes, fáceis de pelar e cuja a maturação se prolonga todo o ano, segundo a exposição feira nas jornadas “ Alimentação e Genes”, organizadas pela Fundação Valenciana de Estudos Avançados.
O Instituto Valenciano de Investigações Agrárias (IVIA) está envolvido num projecto para melhorar a qualidade nutricional e organolépticas dos frutos cítricos mediante modificação genética.
Apesar dos investigadores envolvidos reconhecerem que a evolução da genética nos citrinos tem sido fruto do azar, já que investigações nesta matéria têm dado poucos resultados, estes continuam a defender o trabalho científico em relação a essa questão, porque assim poderão vir a ser desenvolvidas variedades imunes a numerosas pragas e patogénicos.
O IVIA centrou de momento os seus trabalhos na concepção de uma cor e de um aroma mais atractivos para o consumidor, assim como em obter um sumo de laranja mais rico em carotenóides, o composto que dá cor à pele e que tem grande importância para a dieta animal pela sua função biológica como pro-vitamina A.
A genética na alimentação é aplicada desde há 12 000 anos, assegurou o coordenador das jornadas, que assinalou que estas técnicas serão uma solução para as previsões futuras de superpopulação directamente relacionadas com a redução do terreno cultivável.
Fonte: Consumaseguridad