A vitamina C para além da sua função antioxidante é essencial para a formação do colagénio, componente principal de vários tecidos, e para o normal funcionamento da massa óssea.
Alguns estudos têm verificado que uma alta ingestão de frutas e hortícolas, especialmente ricos em vitamina C, tem efeitos positivos no estado mineral ósseo, uma vez que, a vitamina C como antioxidante poderá fazer diminuir o stress oxidativo, cujos intermediários das espécies reactivas de oxigénio poderão estar envolvidos nos processos de reabsorção óssea.
Desta forma, a vitamina C poderá prevenir que este processo ocorra.
Um estudo realizado nos Estados Unidos da América, teve como objectivo verificar a associação entre o consumo de vitamina C (total e suplementação) e a densidade mineral óssea no colo do fémur, na coluna vertebral e no eixo radial em idosos integrantes no estudo “Framingham”.
Com o decorrer do estudo foi observado uma associação negativa entre a ingestão de vitamina C e a densidade mineral óssea nos homens fumadores, e uma associação positiva entre a ingestão de vitamina C e a densidade mineral óssea nos homens não fumadores.
Para além disso, foi verificado que a alta ingestão de vitamina C está associada a uma menor perda de densidade mineral óssea, ao longo de 4 anos, no colo do fémur dos homens.
Desta forma, estes resultados indicam que, a vitamina C pode ter um papel protector na saúde óssea em homens mais velhos.
É reforçado assim o papel protector do consumo de frutas e hortícolas contra a perda da densidade mineral óssea, uma vez que não podem ser excluídos outros componentes protectores que estes alimentos têm na sua composição.
Fonte: ARS