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A influência dos padrões alimentares no desenvolvimento do cancro da mama e do ovário
2008-10-29

Um estudo efectuado por uma equipa de investigadores da “Universtità degli Studi di Milano” (Itália) sugere que, as mulheres que seguem um padrão alimentar rico em carne e produtos lácteos têm menor probabilidade de desenvolver cancro da mama.

Já as que consomem mais fibra, fruta e hortícolas apresentam um menor risco de desenvolver cancro de ovário.

De acordo com a equipa de investigadores, enquanto que o consumo elevado de álcool se relaciona, de forma consistente, com o aumento do risco de cancro da mama, os resultados dos diversos estudos efectuados sobre outros aspectos da alimentação são contraditórios.

Nalguns estudos, por exemplo, verificou-se que as mulheres que consumiam muita carne vermelha apresentavam maior probabilidade de desenvolver cancro da mama comparativamente a outras pacientes; no entanto, as evidencias de outros estudos não apontam para as mesmas conclusões.

No decorrer deste estudo foi avaliado o padrão alimentar de cerca de 3600 pacientes com cancro da mama e de ovário e de 3413 mulheres saudáveis da mesma faixa etária.

Através da elaboração de questionários, os investigadores identificaram, no grupo em estudo, 4 padrões alimentares comuns: “produtos animais”, com elevado consumo de carne e gordura saturada e também de zinco, cálcio e outros nutrientes; “vitaminas e fibras”, rico em vitamina C, beta-caroteno e outros nutrientes encontrados em hortofrutícolas; “gordura insaturada”, caracterizado por elevado consumo de óleos vegetais, peixe e vitamina E; “rico em amido”, com concentrações elevadas de hidratos de carbono, proteína de origem vegetal e sódio.

Os autores verificaram que as mulheres que seguiam um padrão rico em fibras e vitaminas apresentavam menor risco (23%) de desenvolver cancro de ovário quando comparadas com as que consumiam baixas quantidades desses nutrientes.

Por outro lado, o padrão rico em produtos animais relacionou-se com uma redução semelhante no risco de desenvolvimento de cancro da mama.

As mulheres que se enquadravam no padrão das gorduras insaturadas apresentavam um risco ligeiramente diminuído de cancro de mama, enquanto que aquelas que seguiam uma alimentação rica em amido apresentavam maior probabilidade de desenvolver ambos os tipos de cancro.

De uma forma geral, os especialistas recomendam a limitar a ingestão de carne vermelha e gordura saturada, com mais frequência, e aconselham a comer mais fruta, hortícolas, cereais integrais e alimentos ricos em gordura insaturada, mais saudável do que a saturada, como o peixe, os frutos oleaginoso e o azeite.

Fonte: APN

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