Surgiu um movimento para aumentar o limite da idade de 30 para 48 meses, altura em que se testa a encefalopatia espongiforme bovina (BSE) no gado britânico, se implementado, irá ajudar a reduzir custos de processos.
A Food Standards Agency (FSA), disse que apoia o movimento ao teste aos 48 meses, mas não é seu desejo que tal seja executado até que um relatório adicional de fiscalização esteja elaborado e revisto pelo comité consultivo espongiforme das encefalopatias (SEAC).
Este comité comentou que um aumento na idade, em que o gado pretendido para o consumo humano, na qual é testada BSE representaria no mínimo um aumento negligente no risco da saúde humana.
A proposta para aumentar a idade em que é testada a BSE no gado surgiu em consequência das recentes mudanças na legislação europeia.
Os estados-membros da UE têm permissão para avaliarem a redução dos seus programas de monitorização para a BSE.
No Reino Unido, todo o movimento para atrasar a idade do teste à BSE do gado destinado à alimentação, tem que ser aprovado pelo FSA e consequentemente deve ter um aval positivo do ministério.
De acordo com um relatório do “Farmers Guardian”, a mudança na idade do teste poderia representar uma entrada na cadeia alimentar de aproximadamente 140.000 animais sem serem testados, o que conduziria a uma redução considerável nas economias da indústria britânica da carne, nos termos de custos da amostragem e de transporte.
A associação britânica dos processadores da carne (BMPA) reforça que os processadores ficariam agradavelmente receptivos à medida, tendo em linha de conta que os departamentos para o ambiente, para o alimento e para os casos rurais (DEFRA) estão a propor transferir os custo do teste da BSE de volta à indústria.
Desde 1994 que as medidas para proteger a sanidade animal e a saúde humana da BSE decorrem na UE.
Estas consistiram principalmente na remoção de determinados órgãos e partes do gado, materiais de risco especifico (SRM), antes do consumo humano e de uma proibição de alimentar animais com as proteínas de animais contaminados.
SRM é a parte do animal com mais probabilidade de conter a infecciosa BSE, e o seu controlo reduz para 99 por cento a infecção da BSE, que pode estar actualmente no gado.
Com o seu pico em 1992, existiam 36.000 casos de BES no Reino Unido, que caiu para 82 casos em 2004, existindo 67 casos relatados em 2007.
O que se espera é que a discriminação de idade esteja desfeita por completo, possibilitando uma maior liberdade aos processadores no que respeita à selecção dos animais.
Fonte: FoodNavigator