A Revista Proteste da DECO divulgou um estudo onde afirma que há falta de higiene e um nível de contaminação elevado nos frangos embalados e a granel.
Numa carta enviada à Direcção Geral de Veterinária (DGV), a DECO dá conta, de forma genérica, dos resultados do estudo sobre a avaliação das características higiénicas de preparados de carnes de frango recolhidas em estabelecimentos de venda ao público (retalhistas).
Após uma análise aos dados enviados pela DECO a DGV entendeu ser conveniente prestar os seguintes esclarecimentos, que divulgou em nota de imprensa.
Para a DGV a forma como os resultados das análises microbiológicas foram disponibilizados pela DECO não permitem extrair conclusões consistentes sobre o significado de cada uma das determinações efectuadas.
Já no que respeita a cada uma das determinações efectuadas, como a pesquisa de Salmonella spp., em preparados de carnes de aves informa que é necessário ter presente que existem cerca de 2280 tipos diferentes destas bactérias (serótipos) dos quais apenas 2 são reconhecidos pela União Europeia como sendo relevantes nos frangos para consumo.
Quanto ao parâmetro “contagem de microrganismos a 22º C”, a DGV reforça que para além de não ser um dos padrões aceites pela legislação Europeia, constitui um factor cuja interpretação exige aprofundados conhecimentos de microbiologia de carnes de aves, para se poder extrair dos seus valores qualquer conclusão útil.
No que respeita às pesquisas realizadas a Listeria monocytogenes e a Campylobacter spp. em carnes de aves fresca, que se destinam a ser confeccionadas ou cozinhadas antes de serem consumidas, relata que não têm qualquer interesse nem significado; baseando esta afirmação no que está consagrado na legislação europeia aplicável (Reg. Nº 2073/2005).
A DGV termina esta nota de imprensa afirmando que, as informações que se extraem do trabalho publicado na revista Proteste são pouco relevantes para a defesa dos interesses dos consumidores, na medida em que, quer os pressupostos da base de trabalho, quer os resultados carecem de fundamentação científica e legal, tendo, essencialmente um carácter especulativo.
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Fonte: MADRP